Do DCM – O deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) se declara escritor e palestrante. É contra a defesa de minorias e tem especial aversão à comunidade LGBT.
Na quarta-feira oficiou à Procuradoria Geral da República um pedido de apuração do que chama ‘ações antidemocráticas’ patrocinadas pelo TSE por ordenar desmonetizações, limitação de alcance e cancelamentos de canais e redes sociais ligadas a espalhadores de fake news bolsonaristas.
O tiro saiu pela culatra. Menos de 48 horas, depois a Polícia Federal estava na sua porta.
E o mais curioso: quem pediu providências ao STF foi Augusto Aras, o PGR que defende Bolsonaro acima de tudo.
“Não podemos recuar”, disse Otoni nas redes quando postou cópia da representação no seu Facebook. “Temos que nos unir. Tudo o que eles querem é a direita dividida”.
Não é a primeira vez que o líder da Assembleia de Deus, ex-vereador do Rio e agora deputado federal provoca as autoridades. Em vídeo, já chamou Alexandre de Moraes de “lixo”, “esgoto”, “cabeça de ovo” e “cabela de piroca”. Ainda pode recorrer, mas acabou processado e condenado a indenizar o ministro em R$ 70 mil.
Otoni também é um dos alvos de inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do STF, além de intervenção militar.
Tem o sigilo bancário quebrado por decisão do STF.
No início da manhã desta sexta, enquanto a polícia batia na porta de Otoni, Bolsonaro mandava bom dia pelo Twitter.
Assista ao vídeo que resultou na condenação de Otoni de Paula por calúnia e difamação contra um ministro do STF. Foi exibido em programa do jornalista Fábio Panunzio:






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