Depois de um ano, herança tem disputa entre viúva de Pelé e Pepito, empresário, amigo e testamenteiro do Rei do Futebol

Ele solicitou à Justiça de São Paulo percentual de 5% sobre o valor dos bens pela função que exerce

Pouco mais de um ano após a morte de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, uma disputa na Justiça envolvendo a herança do Rei do Futebol coloca de lados opostos a viúva do ex-jogador, Márcia Aoki, e José Fornos, o Pepito, que atuou por cerca de 50 anos como seu assessor e empresário.

A disputa envolve a herança deixada pelo eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira. Pepito, por decisão do próprio Pelé, é o testamenteiro do espólio deixado pelo ex-jogador. Em junho de 2023, ele solicitou à Justiça de São Paulo um percentual de 5% sobre o valor da herança pela função. O valor pode variar entre 1% a 5%, a depender da complexidade de cada caso.

A defesa da viúva questiona o pedido, por entender que Pepito não adotou nenhuma medida que lhe cabia enquanto testamenteiro.

– A função do testamenteiro é, principalmente, atuar em defesa do testamento quando há algum tipo de litígio entre as partes beneficiadas. Mas nenhuma das partes contestou o testamento. Nem a Márcia, nem os filhos do Pelé – diz Luiz Kignel, advogado do escritório PLKC Advogados, que atua em defesa da viúva de Pelé.

Kignel acrescenta que Pelé nomeou Pepito como o seu testamenteiro, mas não estipulou nenhum valor a que o amigo teria direito por conta disso. “O Pepito não tomou nenhuma providência no processo do testamento. Não providenciou a documentação e nem tinha uma cópia do testamento”, afirma o advogado de Márcia Aoki.

Ele diz ainda que o pedido dos 5% foi feito por Pepito sem nenhuma consulta à viúva ou aos filhos de Pelé, que apoiaram o questionamento feito acerca da remuneração solicitada. “Respeitando a decisão do Pelé, o Pepito continua como testamenteiro, mas não há porque remunerá-lo em 5%”.

Segundo Kignel, a juíza do processo, Suzana Pereira da Silva, determinou que ela irá decidir a respeito de qual a remuneração a que o testamenteiro terá direito apenas quando o inventário estiver concluído — o processo está em curso e ainda depende do levantamento de todo patrimônio deixado pelo Rei, que está sendo feito pelo inventariante Edinho, ex-goleiro do Santos e filho de Pelé.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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