Após levar uma cadeirada de José Luiz Datena durante o debate à prefeitura de São Paulo na TV Cultura, Pablo Marçal incitou o candidato do PSDB a continuar a briga, conforme relatado pelo mediador do debate, Leão Serva, em entrevista ao UOL News nesta segunda-feira (16).
O incidente ocorreu no quarto bloco do debate, quando Marçal provocou Datena mencionando uma acusação de assédio sexual contra o apresentador. Além disso, Marçal chamou Datena de “arregão” e insinuou que ele “não seria homem” para lhe dar um tapa, referindo-se a um episódio anterior no debate da TV Gazeta/MyNews.
Após a agressão, os candidatos foram separados. Marçal continuou a desafiar Datena, que pegou outra cadeira, mas foi contido pela equipe. Serva pediu que todos se sentassem e comunicou a Datena que ele deveria se retirar. Marçal voltou ao púlpito, reclamando de dor e dizendo que realmente não poderia prosseguir.
O debate continuou sem a presença de Marçal, que saiu do estúdio alegando dores nas costas e na mão. Serva explicou que a decisão de continuar o debate foi tomada após consultar os demais candidatos, que concordaram em seguir com o evento.
Serva também rebateu as críticas da assessoria de Marçal sobre a continuidade do debate após a agressão:
“Esse episódio da acusação de assédio é muito marcante na vida pessoal do Datena e o tira do sério. Mas a acusação foi mais grave. Marçal o acusou de estuprador usando um termo velado, uma gíria de baixo conhecimento na sociedade, a ponto de não entendermos o que ele estava falando” (…) Se ele tivesse usado a palavra ‘estuprador’, teria ensejado uma adverência e um direito de resposta ao Datena. Isso não aconteceu e não muda o curso da história”, afirmou Serva.
Com informações do UOL





