O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira, 13, os primeiros nomes da sua equipe econômica. De acordo com o Estadão, o economista Bernard Appy será o secretário especial para a reforma tributária. “Ele desenhou uma proposta que tem servido ao Congresso Nacional de base para uma discussão para o País”, disse Haddad. Como antecipou o Estadão, seu secretário-executivo será o economista Gabriel Galípolo, ex-CEO do Banco Fator.
De acordo com o ex-prefeito de São Paulo, os nomes para comandar os bancos públicos Caixa e Banco do Brasil estão sendo escolhidos pelo próprio presidente Lula. O presidente eleito confirmou nesta terça-feira, 13, Aloizio Mercadante para chefiar o BNDES. Segundo o futuro ministro, ele terminará entre o final desta semana e início da outra a formação do primeiro escalão da pasta.
Haddad rebateu a possíveis críticas sobre o perfil dos nomes para integrar sua pasta. “Estou anunciando um secretário-executivo que nunca participou de uma reunião do PT e que até outro dia era presidente de banco”, disse sobre Galípolo.
Ele explicou a escolha de Galípolo para ser seu braço direito na Fazenda. “Eu me aproximei há pouco mais de um ano e tivemos uma interação muito importante ao longo da campanha do presidente Lula. Ele é vice-ministro. Na minha ausência, ele fala por mim”, disse.
“O Bernard Appy, se vocês consultarem o mercado, eu duvido que o Appy tenha alguma restrição técnica sobre a maneira como enxerga o mundo. É uma pessoa com dedicação incrível e que fez parte de um governo ultraexitoso na área econômica. Nem estou apresentando toda a equipe, estou apresentando duas pessoas que, na minha opinião, tem muita respeitabilidade da sociedade em geral e do mercado em particular”, disse.
Sobre críticas do mercado e preocupações sobre o perfil do ministério e a saúde das contas públicas, o ministro rebateu: “O chamado nervosismo do mercado passa logo. Vamos ter um Natal bom”, ironizou.
Haddad disse que está recebendo propostas, inclusive da equipe de transição. “Isso inclusive vai ser levado em consideração. Entendo que nós temos um prazo para nos debruçarmos sobre essa proposta e validarmos ela com o presidente da República. Vamos elaborar uma proposta para o presidente”.





