Departamento de Justiça dos EUA apresenta nova acusação contra Trump por “seus esforços para anular a eleição de 2020”

Estratégia da procuradoria busca resguardar a investigação da decisão da Suprema Corte, em julho, que garante ao republicano e a outros presidentes imunidade para atos oficiais, mas não para atos não oficiais

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, apresentou, nessa terça-feira (28/8), mais uma acusação contra Donald Trump por “seus esforços para anular a eleição de 2020”.

A estratégia da procuradoria não muda substancialmente o caso criminal. Porém, busca resguardar a investigação da decisão da Suprema Corte, em julho, que garante ao republicano e a outros presidentes imunidade para atos oficiais, mas não para atos não oficiais.

Um porta-voz do órgão comunicou que um grande júri federal no Distrito de Columbia apresentou uma acusação substitutiva, acusando o réu dos mesmos crimes imputados na acusação original.

“A acusação substitutiva, que foi apresentada a um novo grande júri que não havia ouvido evidências anteriormente neste caso, reflete os esforços do governo para respeitar e implementar as decisões da Suprema Corte e as instruções de prisão preventiva em Trump x Estados Unidos”, continuou.

O procedimento legal mantém as quatro acusações criminais originalmente apresentadas ano passado. A diferença é que algumas partes da acusação foram reescritas para enfatizar que o ex-presidente não estava agindo em sua capacidade oficial durante seus esforços a fim de tentar anular a eleição, tentando driblar a decisão da Suprema Corte.

Em outros pontos do documento, os procuradores enfatizam que o ex-presidente estava agindo fora de suas funções oficiais.

“O réu não tinha responsabilidades oficiais relacionadas à certificação dos resultados eleitorais por nenhum estado”, diz o documento.

Funcionário que ajudou Trump é afastado das acusações

A exemplo, o documento retira menções a Jeffrey Clark, um ex-funcionário do Departamento de Justiça que teria auxiliado o republicano na tentativa de anular a eleição. Ele foi o único funcionário do governo listado como um co-conspirador não identificado na acusação original.

A Suprema Corte escreveu em sua decisão de julho que o ex-presidente era “absolutamente imune a processo” por sua discussão com autoridades do Departamento de Justiça, por isso, a remoção de Clark da nova acusação.

Reagindo a nova acusação, o empresário criticou os procuradores em sua rede social, Truth Social, dizendo eles deveriam ser “demitidos imediatamente” e que “nenhum candidato presidencial, ou candidato a qualquer cargo, jamais teve que aturar toda essa guerra jurídica e armamentização diretamente do cargo de um oponente político”.

“Todo o caso deve ser descartado e rejeitado com base na imunidade presidencial, como já foi decidido inequivocamente pela Suprema Corte dos EUA. O que eles estão fazendo agora é a maior sabotagem da nossa democracia na história” disse.

Com informações do Metrópoles.

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