Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, é eleito senador no PR; Gleisi é derrotada

Ex-procurador teve candidatura questionada pela Justiça Eleitoral durante a campanha, mas decisão de Nunes Marques manteve seus votos na apuração

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Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos neste domingo (4) para as duas vagas do Paraná no Senado. Os dois integraram a chapa do senador Sergio Moro (PL) e permaneceram à frente da disputa durante a apuração. Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra do governo Lula (PT), terminou fora da faixa de eleição.

Com 96% das urnas apuradas, Filipe Barros tinha 27,35% dos votos válidos, enquanto Dallagnol somava 25,26%. Alexandre Curi (Republicanos) aparecia em terceiro, com 16,73%, e Gleisi Hoffmann ocupava a quarta posição, com 13,28%. Os números foram divulgados durante a totalização da Justiça Eleitoral.

Gleisi fica fora das duas vagas

A derrota de Gleisi representa um resultado adverso para o grupo político ligado ao governo federal na disputa paranaense. Durante a campanha, a petista concentrou o discurso na defesa da gestão Lula e também fez críticas a Sergio Moro, relacionando o senador e ex-juiz à atuação da Operação Lava-Jato.

Além de Gleisi, Alexandre Curi também não conseguiu uma das duas cadeiras. O candidato do Republicanos foi apoiado pelo governador Ratinho Júnior (PSD) e integrou a composição que teve Sandro Alex como candidato ao governo estadual. Cristina Graeml, que também esteve na chapa, terminou fora da disputa pelas vagas do Senado.

Dallagnol teve candidatura questionada

A eleição de Dallagnol ocorre em meio a uma disputa jurídica sobre o registro de sua candidatura. O ex-procurador da Lava-Jato teve a campanha suspensa durante o processo eleitoral, mas continuou aparecendo nas urnas com registro classificado como “deferido com recurso”.

A situação está relacionada ao histórico do político na Justiça Eleitoral. Em 2023, quando era deputado federal, Dallagnol teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, por unanimidade, os ministros reformaram decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

Para a eleição deste ano, o registro voltou a ser alvo de recursos apresentados por adversários. Uma decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, permitiu que Dallagnol permanecesse na disputa, com os votos sendo contabilizados durante a apuração. O julgamento definitivo do registro ainda cabe ao plenário da Corte.

Com a confirmação da eleição, a situação jurídica do candidato passa a ter impacto direto sobre o mandato. Caso o registro seja posteriormente alterado pela Justiça Eleitoral, a validade definitiva dos votos e a ocupação da cadeira dependerão das decisões tomadas no processo.

Filipe Barros amplia presença do PL

Filipe Barros, deputado federal pelo Paraná, conquistou a primeira colocação na disputa e garantiu uma das duas vagas destinadas ao Estado. O resultado consolida sua chegada ao Senado após a campanha em uma chapa que teve Dallagnol como segundo nome eleito.

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