Delegado da PF avisou com antecedência Flávio Bolsonaro sobre operação contra Queiroz, revela Paulo Marinho

Um delegado da Polícia Federal avisou com antecedência o senador Flávio Bolsonaro sobre a operação que teria como alvo seu ex-assessor Fabrício Queiroz. A revelação é do empresário Paulo Marinho, suplente do senador e atual pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, em entrevista à Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Leia alguns trechos…

Um delegado da Polícia Federal avisou com antecedência o senador Flávio Bolsonaro sobre a operação que teria como alvo seu ex-assessor Fabrício Queiroz. A revelação é do empresário Paulo Marinho, suplente do senador e atual pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, em entrevista à Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Leia alguns trechos da matéria:

Segundo Marinho, em dezembro daquele ano, com Jair Bolsonaro já vitorioso e prestes a assumir o comando do país, Flávio procurou Paulo Marinho. Estava “absolutamente transtornado”, de acordo com o empresário. Buscava a indicação de um advogado criminal.

O escândalo de Fabrício Queiroz, funcionário de Flávio no seu gabinete de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio, não saía das manchetes. Havia acusações de “rachadinhas” e de desvio de dinheiro público. O senador recém-eleito temia as consequências para o futuro governo do pai —e precisava se defender.

As revelações que Marinho diz ter ouvido do filho do presidente nesse encontro são bombásticas: segundo ele, Flávio disse que soube com antecedência que a Operação Furna da Onça, que atingiu Queiroz, seria deflagrada. Foi avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro.
Mais: os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro.

O delegado-informante teria aconselhado ainda Flávio a demitir Fabrício Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de deputado federal de Jair Bolsonaro em Brasília.

Os dois, de fato, foram exonerados naquele período —mais precisamente, no dia 15 de outubro de 2018.

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