As defesas de Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, planejam protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para anular a delação premiada do ex-PM Ronnie Lessa. Eles argumentam que Lessa mentiu ao afirmar não conhecer o miliciano Cristiano Girão. No entanto, no julgamento que o condenou pela morte de André Zóio, na madrugada desta quinta-feira (22/05), o júri entendeu que o assassino confesso da vereadora tinha vínculos com Girão. O pedido foi noticiado pelo blog Segredos do Crime, de O Globo.
Lessa, condenado a 78 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato de Marielle e Anderson Gomes, firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal em 2024. Em sua colaboração, afirmou que Girão não teria envolvimento no crime. No entanto, a sentença que condenou Lessa e Girão apontou que ambos se conheciam, contrariando a versão apresentada pelo ex-PM.
Os advogados de Brazão e Barbosa sustentam que a omissão de Lessa sobre o relacionamento com Girão compromete a credibilidade de sua delação. Eles solicitam que o STF anule o acordo de colaboração, alegando que a mentira de Lessa prejudica a defesa de seus clientes.




