Defesa de Dr.Jairinho e Monique ataca juíza e pede habeas corpus ao presidente do TJ

O casal Dr.Jairinho e Monique, acusado de matar o menino Henry, de quatro anos, tergiversa, dificulta as investigações, coage testemunhas e… entra com pedido de habeas corpus. O advogado André França Barreto endereçou o pedido de soltura ao presidente do Tribunal de Justiça do RJ, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira. No documento, faz críticas…

O casal Dr.Jairinho e Monique, acusado de matar o menino Henry, de quatro anos, tergiversa, dificulta as investigações, coage testemunhas e… entra com pedido de habeas corpus. O advogado André França Barreto endereçou o pedido de soltura ao presidente do Tribunal de Justiça do RJ, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira. No documento, faz críticas às juíza Elizabeth Machado Louro, que decretou a prisão.

“A autoridade coatora [a juíza Elizabeth Machado Louro] está, nitidamente, justificando os arbitrários meios pelos deturpados fins, impulsionada pela tradicional voz das ruas, cujo coro insiste em ecoar pela história das civilizações, perseguindo os hereges de cada era”, escreveu a defesa.

Mãe de Henry chorou durante boa parte da primeira noite na prisão; Dr. Jairinho passou mal e foi atendido em uma UPA. No documento, França Barreto alega que os clientes “se encontram submetidos a manifesto constrangimento ilegal” e ainda diz que não havia necessidade de prendê-los.

O advogado fala em “ilegalidade” cometida pela Justiça. Justifica alegando que no cumprimento dos mandados de busca no dia 26 de março, “os agentes conduzem o material apreendido em mãos, sem o devido acondicionamento e lacre”.

A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, criticou, na decisão que levou à prisão o vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Almeida Medeiros, a atuação do advogado. O G1 teve acesso à decisão, em que a magistrada também relata que Monique “omitiu ou falta com a verdade” sobre o caso.

De acordo com a juíza Elizabeth Louro, o defensor participou de todos os depoimentos prestados à polícia por testemunhas que não são defendidas por ele, como a babá de Henry Borel, Thaina de Oliveira Ferreira; ou da doméstica Leila Rosângela de Souza, a Rose.

“De se notar, ainda o insólito procedimento de ter o patrono dos investigados presenciado todos os depoimentos prestados pelas mesmas testemunhas a eles ligadas… o que está a indicar a aparente intenção de controlar e fiscalizar o que por elas era dito à autoridade policial”, afirmou a magistrada.

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