Defesa de Bolsonaro pede acesso à delação de Mauro Cid antes de depoimento marcado pela Polícia Federal para quinta-feira

Advogados do ex-presidente informaram ao STF que ele se recusará a falar sem antes ter acesso ao conteúdo dos celulares apreendidos de outros investigados

A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formalizou um pedido de acesso ao “conteúdo completo” da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. A solicitação foi registrada nesta segunda-feira (19) no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme anunciaram os advogados de Bolsonaro.

A delação de Cid foi validada em setembro do ano passado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Esse acordo tem sido utilizado nas investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, na qual Bolsonaro e seus aliados são alvos. Bolsonaro foi convocado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento na quinta-feira, em Brasília, no contexto dessa investigação.

Contudo, a defesa do ex-presidente informou ao STF que ele se recusará a falar sem antes ter acesso ao conteúdo dos celulares apreendidos de outros investigados.

Os advogados também revelaram que nesta segunda-feira foi feito um “novo pedido de compartilhamento, incluindo todas as mídias obtidas nos dispositivos confiscados, bem como o conteúdo integral da colaboração premiada firmada pelo Tenente-Coronel Mauro Cesar Barbosa Cid”.

De acordo com o relato de Cid em sua delação, Bolsonaro teria participado diretamente na elaboração de um decreto golpista visando a manutenção do governo após as eleições de 2022. A PF declarou que outros elementos da investigação corroboram essa narrativa e que o ex-presidente “examinou e modificou” a minuta do decreto.

Com informações de O Globo.

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