Defensor do extermínio total de índios em fala de 1988, Bolsonaro, de cocar, provoca ao receber medalha do mérito indigenista

O presidente Jair Bolsonaro, em clara atitude de provocação às entidades indígenas,  vestiu um cocar nesta sexta-feira (18) para receber, em cerimônia no Ministério da Justiça, a medalha do mérito indigenista, contestada por sertanistas e lideranças da luta em defesa dos povos indígenas, como Sidney Possuelo, que devolveu sua medalha em protesto por Bolsonaro estar entre…

O presidente Jair Bolsonaro, em clara atitude de provocação às entidades indígenas,  vestiu um cocar nesta sexta-feira (18) para receber, em cerimônia no Ministério da Justiça, a medalha do mérito indigenista, contestada por sertanistas e lideranças da luta em defesa dos povos indígenas, como Sidney Possuelo, que devolveu sua medalha em protesto por Bolsonaro estar entre os agraciados.

A medalha é uma honraria criada em 1972, para homenagear as personalidades que se destacam pela proteção e promoção dos povos indígenas brasileiros.

No “Diário Oficial da União” de quarta-feira (16), já havia sido publicadoque Bolsonaro estaria na lista deste ano. A premiação é definida pelo ministro da Justiça, Anderson Torres.

A escolha de Bolsonaro para receber a medalha não foi bem recebida entre entidades e associações representativas dos povos indígenas.

Isso porque, ao longo do mandato, o presidente tem tomado decisões que são vistas como prejudiciais para a cultura e segurança dos povos indígenas (veja uma lista mais abaixo).

No discurso no evento, Bolsonaro se dirigiu a indígenas presentes. Ele agradeceu o cocar oferecido e disse que o homem branco e o indígena “cada vez mais” se transformam “em iguais”.

“Me sinto muito feliz com este cocar graciosamente ofertado. Somos exatamente iguais. Todos nós viemos à terra pela graça de Deus. Cada vez mais nos transformamos em iguais. Isso não tem preço. O que nós sempre quisemos foi fazer com que vocês se sentissem exatamente como nós”, afirmou o presidente.

Bolsonaro também voltou a argumentar que os indígenas estão, agora, mais integrados à sociedade. O presidente disse ainda que deseja que os indígenas “façam em suas terras exatamente o que nós fazemos nas nossas”. Ele não citou a mineração e produção de grãos, mas essas são duas atividades que o presidente sempre defende que possam ser flexibilizadas em terras indígenas.

* Com informações do G1

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