Decisão da Justiça mantém interdição de lago artificial construído na casa de Neymar em Mangaratiba

Uma decisão assinada pela desembargadora Lídia Maria Sodré de Moraes, do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, manteve a interdição do lago artificial construído na propriedade do jogador Neymar em Mangaratiba, na Costa Verde. A decisão, publicada ontem, reconhece o risco de degradação ambiental causado pela construção e reforça a legitimidade das multas…

Uma decisão assinada pela desembargadora Lídia Maria Sodré de Moraes, do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, manteve a interdição do lago artificial construído na propriedade do jogador Neymar em Mangaratiba, na Costa Verde. A decisão, publicada ontem, reconhece o risco de degradação ambiental causado pela construção e reforça a legitimidade das multas por danos ambientais aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente do município ao atleta, que, somadas, ultrapassam R$ 16 milhões. Além disso, a Justiça frisou no processo que a obra foi construída sem licença.

Na semana passada, o jogador recorreu às multas ambientais aplicadas pela construção do lago artificial no Condomínio Aero Rural. O valor das infrações ultrapassa R$ 16 milhões. Segundo o município o recurso do processo administrativo foi apresentado pelos advogados do jogador no dia 24 de julho e vem sendo analisado junto ao setor jurídico, que terá um prazo de 60 dias para dar um parecer.

Há 23 dias, a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Mangaratiba recebeu uma denúncia anônima de crime ambiental na propriedade do Condomínio Aero Rural sobre a construção de um lago artificial no sítio da família do jogador Neymar. À época, os agentes detectaram irregularidades na construção da área de lazer que resultaram em quatro infrações milionárias, totalizando R$ 16 milhões. A notificação das multas foi entregue a Neymar no dia 3 de junho.

Ainda de acordo com o município, o parecer jurídico da Secretaria de Meio Ambiente com as multas foi encaminhado para o MP, a Polícia Civil, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, entre outros órgãos de controle ambiental.

De acordo com a denúncia, a construção do lago estava sem licença, com manejo de areia, pedras e até corrente de água que, segundo o município, seriam extraviadas do córrego do Rio Furado, riacho próximo da região. As irregularidades da área de mais de mil metros quadrados, que já estava recebendo a parte de decoração para ser inaugurado com uma festa, rendeu ao jogador quatro infrações.

A obra também fazia parte de um reality show do grupo Genesis Experience que está em sua quarta edição. A área chegou a ser interditada, mas foi reaberta após o juiz Richard Robert Fairclough, da vara única de Mangaratiba, atender a uma liminar apresentada pelo pai do jogador que pedia a liberação do lago artificial sob alegação de que a obra foi alvo de um ato de medida administrativa. Procurada, a defesa do jogador não se manifestou sobre o caso.

Com informações do G1.

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