Deputado Márcio Gualberto vai representar na Corregedoria da PRF contra agentes que o abordaram em rodovias do Rio e Goiás

Ele acusa os policiais de terem sido ofensivos e absurdamente soberbos e arrogantes nas abordagens

O deputado estadual Márcio Gualberto (PL) vai representar na Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) contra todos os agentes envolvidos em duas abordagens que ele sofreu em rodovias federais no Rio de Janeiro e em Goiás. Gualberto, que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e policial civil, anunciou a decisão em suas redes sociais, nesta quarta-feira (25).

Ele disse que “a maioria esmagadora dos Policiais Rodoviários Federais é honesta, trabalha de maneira correta, educada e muito profissional”, mas que, infelizmente, por duas vezes foi vítima “de uma absurda truculência em abordagens”. “Os Policiais que pararam meu veículo — para além de suas funções — me ofenderam e foram absurdamente soberbos e arrogantes, um verdadeiro desrespeito não a um político, mas a um cidadão. Pareciam, nalguns momentos, estarem alucinados, com medo, em pânico, apavorados, desgostosos da vida, sei lá”, afirmou o deputado.

Segundo Márcio Gualberto, a abordagem em Goiás foi quando ele se dirigia para uma reunião sobre segurança pública no Senado Federal. “A minha indignação não é por terem feito o que lhes competia, mas por se excederem bastante no que fizeram (e falo de maneira objetiva)”, completa em trecho da postagem. Para ele, “foi uma verdadeira humilhação em praça pública, ou melhor, em rodovias públicas”.

“Sou Inspetor da Polícia Civil no ERJ há 22 anos e sei sobre o que estou falando. Nunca passei por algo semelhante sendo abordado por Policiais Militares ou Policiais Civis. Nunca! A firmeza é necessária na atividade policial, mas ela não se confunde com quebra de protocolos operacionais”, completou.

O deputado lembrou o caso da jovem de 26 anos baleada na cabeça por agentes da PRF na BR-040, em Duque de Caxias, nesta terça-feira (24), véspera de Natal, para apontar o que ele considera despreparo que “tem feito suas vítimas”. “Essa jovem, infelizmente, foi mais uma vítima de uma tentativa de abordagem muito desastrosa. Espero que os Policiais Rodoviários Federais, que prestam um belíssimo serviço ao povo brasileiro, possam mudar de rumo e aperfeiçoem a maneira como estão abordando os veículos dos cidadãos brasileiros. Não podemos ter outras vítimas inocentes”, concluiu.

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