A maioria da população desconfia sempre das declarações dadas pelo presidente Jair Bolsonaro, aponta pesquisa feita pelo Datafolha. De acordo com levantamento do instituto, 57% dos entrevistados dizem que nunca confiam no que é dito por ele, ante 15% que afirmaram sempre confiar e 28% que responderam que às vezes confiam.
O Datafolha ouviu presencialmente 3.667 pessoas em todo o Brasil de segunda-feira (13) até a quarta-feira (15). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Numericamente, o índice de desconfiança em relação às declarações do mandatário é o mais alto já aferido pelo Datafolha neste mandato. Na pesquisa anterior, feita em julho, a taxa estava em 55%. A barreira dos 50% tinha sido atingida pouco antes, em maio. A alta é consistente desde dezembro passado, quando a resposta “às vezes” chegou a superar numericamente o índice negativo — 39% a 37% naquela ocasião.
O ceticismo com relação ao que o presidente diz está em patamares não muito diferentes da avaliação do governo do presidente como um todo.
A pesquisa do instituto feita nesta semana mostrou que 53% dos entrevistados consideram seu governo ruim ou péssimo, contra 22% que avaliam como ótimo ou bom.
A desconfiança em relação às declarações também é maior entre as mulheres do que entre os homens — 61% a 52% — e entre entrevistados que vivem no Nordeste — 66%.
A taxa negativa para Bolsonaro cai entre os entrevistados com renda mais alta. Entre os que têm renda familiar de cinco a dez salários mínimos, o indíce desce para 48%. Os entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos que sempre confiam nas declarações somam 26%.
No recorte que computa apenas os eleitores que afirmam que vão votar pela reeleição dele em 2022, a taxa de confiança atinge 50% ou mais, dependendo do cenário eleitoral pesquisado.
Um dos segmentos que mais rejeitam a veracidade das declarações de Bolsonaro é o que vê “muita chance” de um golpe de Estado no país. Nesse recorte, a desconfiança no que é dito pelo presidente chega a 85%.






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