Irritado por causa de uma decisão proferida em maio de 2018 por Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o procurador Deltan Dallagnol, então coordenador da “lava jato” no Paraná, passou a articular uma investida contra o ministro.
A informação consta de uma troca de mensagens entre procuradores à qual a ConJur teve acesso. O diálogo faz parte do material apreendido pela Polícia Federal no curso da chamada operação “spoofing”, que mira hackers responsáveis por invadir celulares de autoridades.
Na conversa, os integrantes do MPF em Curitiba comentavam um Habeas Corpus concedido por Gilmar ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que é apontado como operador de propina para o PSDB.
“Precisamos reagir ao GM [Gilmar Mendes]. Vou articular com SP e RJ algo. Caros precisamos fazer algo em relação a GM”, disse Dallagnol, se referindo às ramificações da “lava jato” no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A ConJur manteve as abreviações e eventuais erros de digitação e ortografia presentes na mensagem do então coordenador da “lava jato”.
Paulo Preto estava preso por determinação da 5ª Vara Federal de São Paulo quando foi solto por Gilmar. Na ocasião, no entanto, o ex-diretor da Dersa já estava na mira dos procuradores do Paraná. Em 19 de fevereiro de 2019, menos de um ano depois da conversa, Paulo Preto voltou a ser preso a pedido da “lava jato” de Curitiba.
Dallagnol preparava investida contra Gilmar Mendes, revelam diálogos
Irritado por causa de uma decisão proferida em maio de 2018 por Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o procurador Deltan Dallagnol, então coordenador da “lava jato” no Paraná, passou a articular uma investida contra o ministro. A informação consta de uma troca de mensagens entre procuradores à qual a ConJur teve acesso. O diálogo…






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