Falta de concentração, desinteresse, baixa participação e apatia diante da rotina escolar. Esses são alguns dos comportamentos relatados por professores da educação básica sobre os estudantes neste período pós-pandemia de covid-19. Seis anos depois, as máscaras saíram de cena e as salas voltaram a ficar cheias, mas os alunos, segundo relatos, não têm a mesma energia de antes.
“Não se fazem mais alunos como antes da pandemia.” A frase é da professora Adriane Garcia, 43 anos, que há quase duas décadas leciona Ciências, Biologia e Química em escolas da rede estadual de ensino na Região dos Lagos. Segundo ela, a percepção também é comum entre colegas de profissão e hoje aparece com frequência nas conversas de quem acompanha diariamente as transformações dentro das salas de aula.
Para educadores ouvidos pela Agenda do Poder, os estudantes voltaram diferentes. Menos participativos e cada vez mais voltados para universos particulares. Mas o que mudou ao longo desses últimos anos?
Conforme pesquisadores e professores, a resposta passa por uma experiência inédita na história recente. A pandemia de covid-19 transferiu a aprendizagem para dentro de casa e acelerou transformações que repercutem dentro e fora do ambiente escolar. Para compreender esse processo, é preciso voltar a 2020.
Ao tempo em que os corredores das escolas ficaram vazios e as cidades se recolheram dentro de suas casas, compartilhando uma incerteza avassaladora sobre os dias que pareciam ser todos iguais. É preciso retornar à época em que professores tiveram que deixar os quadros e optar pelo cadastro em plataformas digitais, para que o corpo estudantil pudesse acompanhar as aulas através de telas.
Naquele momento, a interrupção temporária se transformou em uma das maiores rupturas já vividas pela educação global.

Ruptura
Quando as escolas fecharam, a preocupação inicial era garantir que o ensino continuasse. Em poucas semanas, as plataformas digitais substituíram salas de aula e os professores precisaram adaptar conteúdos para um formato até então pouco explorado na educação básica. Mas a mudança não envolvia apenas tecnologia.
Segundo a diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) Ana Paula Moura, a pandemia interrompeu uma das bases mais importantes do processo de aprendizagem: a convivência. “A aula não é o que o professor faz. A aula é o que o conjunto, o professor e o estudante, faz dela”, explica.
Conforme a diretora, aprender não se resume à transmissão de conteúdo. A experiência escolar também envolve interação, observação, troca de experiências e construção coletiva do conhecimento. Com o isolamento social, essa dinâmica foi interrompida de forma abrupta e cada estudante passou a enfrentar a pandemia dentro de uma realidade própria.
Enquanto algumas escolas conseguiram migrar rapidamente para o ensino remoto, outras enfrentaram obstáculos que iam desde a falta de equipamentos até dificuldades de acesso à internet.
“Se é um estudante de alta renda ou um estudante de baixa renda. As escolas que tinham condições de infraestrutura e maior poder aquisitivo tiveram uma resposta imediata. Então, você teve escolas que, com 15, 20 dias, já estavam trabalhando online. A gente teve outras situações em que a resposta não foi imediata.”

Nessa altura, as desigualdades que já existiam dentro do sistema educacional ficaram mais evidentes. Havia alunos com computadores, ambientes propícios para o estudo e acompanhamento familiar. Já outros que tentavam assistir às aulas em espaço divido com irmãos, pais em trabalho remoto ou familiares que sequer compreendiam o funcionamento das plataformas digitais.
Mas os impactos da pandemia ultrapassaram os limites da aprendizagem formal e o isolamento aconteceu justamente durante uma fase em que crianças e adolescentes constroem vínculos, desenvolvem autonomia e aprendem a ocupar espaços coletivos.
Para quem estava no ensino fundamental, a interrupção atingiu uma etapa decisiva da socialização. Para os adolescentes, coincidiu com um período marcado pela formação da identidade e pelos primeiros projetos de futuro.
“Os meninos e meninas do ensino médio estavam justamente na fase em que o aprender envolve também estar no coletivo. E isso eles perdem em um determinado momento, o que faz com que influencie também na própria forma como eles vão constituindo essa identidade a partir desse período, que é um período crucial”, salienta a diretora.
‘Bagunça apática’
Quando os portões das escolas voltaram a abrir, a expectativa entre muitos professores era de reencontrar estudantes ansiosos para recuperar o tempo perdido. No entanto, a realidade foi outra. Segundo a professora Adriane Garcia, muitos educadores acreditavam que os alunos retornariam mais interessados pelas aulas depois de quase dois anos longe da escola.

“A rede estadual parou em março de 2020 e retornou em outubro de 2021. Foram praticamente dois anos letivos e a gente tinha a impressão de que eles iam retornar mais ávidos, com mais vontade de estar na escola. Mas, de 2022 para cá, percebemos que na verdade, existe um desânimo de estar na escola. Nada na escola é agradável”, revela a docente.
Nos primeiros meses após o retorno presencial, a mudança nos comportamentos apareceu de formas distintas. Os alunos estavam mais rebeldes e longe do controle. É o que conta a professora Alessandra Defanti, que ensina Língua Inglesa em escolas da rede pública. “Eram alunos muito mais rebeldes, era muito difícil controlar a turma, havia muita grosseria e muita falta de respeito. Depois deu uma acalmada, uma estabilizada”, recorda ela, que leciona há 26 anos.
Com o passar dos anos, a rebeldia deu lugar a outro comportamento que hoje chama ainda mais atenção dos professores. A palavra que aparece repetidamente nos relatos é outra: apatia.
“Os alunos são apáticos até para fazer bagunça. A questão de estar presente nas aulas, prestando atenção, também mudou muito. Ninguém quer copiar, responder atividades, prestar atenção. Você faz uma pergunta e ninguém interage, ninguém responde.”
Adriane Garcia, professora
Segundo ela, muitos alunos parecem estar fisicamente presentes, mas emocionalmente distantes da rotina escolar. “Antigamente a gente dava aula para a maior parte, tendo sempre aquele grupinho do fundão que não queria nada, agora parece que isso se inverteu. Hoje temos um grupinho de três, dois, no máximo cinco alunos que estão realmente presentes na aula, prestando atenção. Todo o restante da turma parece estar vagando”, expõe.
Mundo real e virtual
Ainda conforme Adriana, há também defasagem em níveis de repertório e vocabulário. Isso fica visível pelo desinteresse dos alunos em determinados assuntos. Coisas do imaginário social, quando trazidas para sala de aula, são facilmente ignoradas.
“Fora isso, eles estão vivendo em bolhas, cada um na sua bolha. Acaba que aquilo que é conhecimento geral, ou que a gente imagina ser conhecimento geral, eles não possuem. Então acabam não participando ou por apatia ou porque simplesmente não sabem do que estamos falando”, diz Adriana.
A reclusão e a troca do mundo real para o virtual é um dos efeitos deixados pela pandemia, analisa a psiquiatra Laiana Quagliato, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora da área de saúde mental infantojuvenil.
“Isso acaba trazendo consequências até hoje. Prejuízo na atenção, falta de concentração, uma necessidade maior de ficar isolado, de não querer formar muitos vínculos. Uma troca do real pelo mundo virtual, que é uma coisa que a gente observa muito na clínica.”
A professora Alessandra percebe algo semelhante em seus alunos. Segundo ela, a dificuldade também aparece na hora dos estudantes realizarem atividades mais complexas. Se demandam um pouco mais de capricho, logo desistem.
“É tudo muito tanto faz. Então existe essa questão da desistência e da falta de iniciativa. Apareceu uma dificuldade, deixam para lá e passam para outra coisa. A concentração é muito pequena. São poucos os alunos que conseguem manter uma concentração por mais tempo”, enfatiza.

Entre os professores, os relatos convergem para a mesma sensação: algo mudou na forma como muitos estudantes se relacionam com a escola. Um outro grande inimigo associado à baixa participação dos estudantes são os celulares.
Telas e IA: aliados ou inimigos?
Durante meses da pandemia, o celular e os computadores deixaram de ser apenas ferramentas voltadas para o entretenimento e transformaram-se em ferramentas para aulas, e fonte de conexão com familiares. Para muitos estudantes, a tela se tornou a principal janela para o mundo exterior.
Seis anos depois, professores percebem reflexos dessa mudança. Em sala de aula, uma das disputas mais ferrenhas envolve justamente os aparelhos eletrônicos. Segundo a professora Adriane Garcia, a ansiedade dos alunos ao se afastarem do celular é visível, especialmente durante as avaliações.
“Cerca de 95% dos alunos levam o aparelho para a escola. E aí, quando a gente pede para guardar, a angústia deles é visível. A velocidade com que querem terminar a prova para poder mexer no telefone é impressionante. A gente precisa mandar guardar dentro da mochila porque, se deixar embaixo da mesa ou no bolso, automaticamente eles vão mexer”, relata.
Professor e diretor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Elton Hiroshi Matsushima, explica que, além do aumento do tempo de exposição às telas durante a pandemia, os efeitos observados também estão associados ao funcionamento das plataformas digitais. Essas, passaram a ocupar uma parcela cada vez maior da rotina de crianças e adolescentes.

“Muitas pesquisas recentes têm mostrado consistentemente que o uso de celulares está alterando o controle da atenção, a capacidade de concentração, a capacidade de controlar as emoções, o desenvolvimento da empatia e das habilidades sociais de tolerância e civilidade“, explica.
Conforme o especialista, a dependência desses dispositivos pode ser observada até mesmo quando eles não estão em uso. “Algumas pesquisas mostraram que basta o celular estar à vista do jovem para que sua atenção e concentração sejam prejudicadas, mesmo estando desligado e com a tela virada para baixo”, afirma.
A preocupação também aparece nas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Matsushima destaca que crianças de até dois anos não devem ser expostas às telas, enquanto o tempo de uso deve ser progressivamente limitado nas demais faixas etárias.
“Para crianças de 2 a 5 anos, um máximo de 1 hora por dia, com supervisão constante de um adulto. Para crianças de 6 a 10 anos, entre 1 e 2 horas por dia, sempre com supervisão dos conteúdos. Para crianças e adolescentes de 11 a 18 anos, até 3 horas por dia. E o tempo de tela não deve afetar o tempo de sono, as atividades físicas nem as oportunidades de atividades sociais”.
Proibição de celulares
Diante da percepção de que os celulares passaram a disputar a atenção dos estudantes dentro das salas de aula, a Prefeitura do Rio foi uma das primeiras do país a adotar medidas de restrição ao uso dos aparelhos nas escolas.
Segundo informou a Secretaria Municipal de Educação à Agenda do Poder, a iniciativa teve início em 2023, depois que Unesco divulgou um relatório que apontou possíveis impactos negativos do uso excessivo dos celulares sobre a aprendizagem e a concentração. Autor da legislação que posteriormente inspirou a Lei Federal nº 15.100/2025, o ex-secretário municipal de Educação Renan Ferreirinha, disse em entrevista à reportagem, que o relatório da Unesco forneceu respaldo para que a prefeitura adotasse a medida.
“Eu já queria proibir o uso de celulares nas escolas porque percebia e ficava muito incomodado com o uso excessivo de telas por parte dos alunos. Isso está totalmente relacionado à piora da saúde mental, à menor concentração e ao menor foco. É uma situação que, infelizmente, tem gerado um grande mal do século para as nossas crianças” afirma.
Em 2024, a medida foi ampliada para todo o período escolar, incluindo recreios e intervalos. Ainda segundo a pasta, uma consulta pública realizada antes da ampliação recebeu mais de 10 mil contribuições. Do total, 83% dos participantes se manifestaram favoráveis à restrição integral dos aparelhos no ambiente escolar.
Cinco meses após a implementação da medida, a Secretaria Municipal de Educação disse que realizou uma avaliação interna nas 1.557 unidades da rede e identificou redução no uso frequente de celulares, além de melhora na concentração, participação em sala de aula e desempenho acadêmico dos estudantes.
De acordo com o levantamento, as chances de um aluno do 8º ano alcançar o nível adequado de aprendizagem em matemática aumentaram 32% nas escolas onde a proibição foi efetivamente aplicada. Entre estudantes do 9º ano, esse percentual chegou a 53%. Além disso, observou-se redução significativa nos episódios de cyberbullying durante os intervalos escolares.
“A proibição deu muito certo. Mais do que isso, a gente percebeu que os alunos voltaram a aproveitar a escola, aproveitar o recreio e a trocar entre si. Eu relaciono diretamente o uso de redes sociais e celulares nas escolas com a piora do sono, da interação, do cyberbullying, da comparação social e dos transtornos mentais, como ansiedade e depressão”, diz Ferreirinha.

Mudanças no processo de ensino-aprendizagem
Nas salas de aula, no entanto, as atividades que exigem pesquisa ou escrita manual ainda enfrentam resistência crescente por parte dos alunos, relata a professora Alessandra Defanti.
“Dou aula de inglês e, vira e mexe, preciso passar alguma atividade avaliativa de interpretação de texto. Eu forneço dicionário e é uma guerra. Eles não sabem usar, se recusam a procurar palavras no dicionário, acham isso um absurdo”.
Segundo a diretora Ana Paula Moura, outro movimento é o de abandono dos textos impressos e outros materiais físicos. Antes, era comum que alunos circulassem entre as salas para adquirir cópias de textos deixadas pelos professores em pastas, para que os alunos pudessem consultar e estudar o material. Hoje, os textos aparecem cada vez mais mediado por telas, reforça a gestora:
“A gente tinha aqui algumas xerox, com pastas nossas, com textos, e os alunos vinham pegar esses textos. E agora você vê um outro movimento, que é de já buscar esse texto digital. O não tocar no texto, não folhear um livro, isso vai se modificando e vai ressignificando também esse processo”.
Um estudo conduzido pelo Developmental Neuroscience Laboratory, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, identificou diferenças importantes entre escrever à mão e digitar. Ao analisar a atividade cerebral de estudantes universitários, os pesquisadores observaram que escrever manualmente produz padrões mais amplos de conectividade cerebral, associados à formação da memória e à assimilação de novas informações.
Segundo a pesquisa, o ato de escrever ajuda a fortalecer conexões neurais importantes para a aprendizagem e recomendam que crianças continuem sendo expostas à escrita manual desde os primeiros anos escolares. Nas sala de aula, de acordo com a professora Alessandra, muitos alunos reclamam de dor ao escrever textos mais longos.
“Outra diferença que observo muito é a reclamação de dor na mão. Acho que eles estão tão habituados a usar apenas os dedos e o celular, que perderam um pouco essa movimentação do punho. Então é difícil conseguir uma produção textual que seja fruto do próprio raciocínio e escrita de próprio punho.”
Alessandra Defanti, professora
A resistência à escrita aparece também na dificuldade de elaborar respostas discursivas. Conforme a professora Adriane Garcia, parte dos estudantes prefere deixar questões abertas em branco à desenvolver uma resposta própria.
“Hoje, em 2026, estou pegando alunos que passaram o terceiro e o quarto ano durante a pandemia, justamente o período da alfabetização. Então tenho alguns alunos com uma escrita muito ruim, com dificuldade para formular respostas mais elaboradas. Quando aplico questões discursivas, a maioria nem faz, entrega em branco”, lembra.
Ansiedade: o mal do século
Segundo a pesquisadora Laiana Quagliato, além dos novos comportamentos, os transtornos psíquicos também batem recorde nos atendimentos clínicos neste período em que se compreende como pós-pandemia.

Conforme lembra a professora, muitas famílias perderam parentes e acompanharam diariamente notícias sobre mortes, hospitais lotados e incertezas em relação ao futuro. Para crianças e adolescentes, essa experiência aconteceu em um momento particularmente sensível do desenvolvimento.
“Tivemos muitas crianças e adolescentes que perderam familiares, que ficavam assistindo às notícias na mídia. Então, as crianças tinham um nível de preocupação e de estresse muito mais elevado do que gerações passadas, que não tiveram todo esse contato com uma situação como essa”, afirma.
Entre as consequências observadas, a principal é o aumento dos quadros de ansiedade. À primeira vista, uma criança pode parecer distraída durante a aula, mas estar consumida por preocupações. Pode evitar apresentações de trabalho por medo da exposição. Ter dificuldade de concentração, não por falta de interesse, mas porque sua atenção está ocupada por pensamentos ansiosos.
“O que a gente observa é que esse excesso de tela está associado a sintomas ansiosos, sintomas depressivos, aumento da impulsividade, diminuição da concentração, da atenção e do foco nesses indivíduos. A gente sabe que, quanto mais nova a criança e quanto maior o tempo de exposição às telas, pior tende a ser o prognóstico”, resume.
Ainda segundo a especialista, sintomas como medo excessivo, dificuldade de socialização, queda da concentração, insônia, retraimento e até manifestações físicas, como taquicardia e falta de ar, passaram a aparecer com mais frequência nos consultórios. Aos pais e responsáveis, os sintomas devem ser levados em consideração quando passam a produzir prejuízo na vida dos estudantes, alerta a pesquisadora.

Quando a ansiedade chega a um nível que causa sintomas como coração palpitando, aperto no peito, falta de ar, e esses sintomas não podem ser mais bem explicados por uma outra causa médica e realmente são decorrentes da ansiedade, isso também chama a nossa atenção. Aí seria a hora de procurar uma ajuda mais especializada.
Fio de esperança
Hoje, os estudantes vivem o encontro entre dois fenômenos históricos: os efeitos do isolamento social e a aceleração das transformações tecnológicas. A pandemia, afirma a diretora Ana Paula Moura, acelerou mudanças que já estavam em curso. “O momento que a gente vive não é só um momento pós-pandêmico. É um momento pós-pandêmico marcado por mudanças que estruturam a nossa sociedade”, afirma.
Nesse processo, o principal desafio dos professores é investir em estratégias que recuperem o engajamento dos alunos e enfrentar o sentimento de angústia que aparece e permanece ao fim das aulas. “Isso acaba virando uma via de mão dupla. A gente sai extremamente esgotado da sala de aula. O que mais angustia é olhar para esses adolescentes e perceber que muitos não vislumbram nada maior do que aquilo que está ali naquele momento. Parece que qualquer coisa serve. E isso gera muita angústia”, conclui Adriane.
Para diretora Ana Paula Moura, esse processo não deve ser levado em conta apenas como um “desinteresse” dos estudantes, mas sim como parte de uma transformação no campo do aprender coletivo. “A gente pode dizer que as instituições e os sujeitos delas estão aprendendo uma nova forma de aprendizado. A gente, na verdade, está aprendendo uma nova forma de ensino-aprendizagem”, finaliza.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes


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