O advogado Julio Matuch de Carvalho, designado pela Justiça para administrar os bens da socialite Regina Lemos Gonçalves, de 88 anos, conseguiu acessar o apartamento da idosa no Edifício Chopin, em Copacabana, sem enfrentamento, na tarde desta segunda-feira (9). Acompanhado por oficiais de justiça, Matuch cumpriu ordem judicial expedida pela juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital, que o nomeou curador dativo responsável pelo patrimônio e pela saúde da socialite. Caso houvesse resistência, a magistrada havia autorizado o arrombamento da porta do imóvel, o que não foi necessário.
Conforme informações da coluna Segredos do Crime, de de Vera Araújo, do Globo, diferentemente do episódio ocorrido em 29 de novembro, quando Regina e seus familiares impediram a entrada de Matuch, acionando até a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, a visita ocorreu sem conflitos. O advogado permaneceu cerca de uma hora no local, acompanhado de Regina, de sua cunhada e dos advogados da família.
Apesar de a Polícia Militar ter sido acionada, sua intervenção não foi necessária. O irmão de Regina, Benedito Lemos, de 84 anos, não estava presente, pois está internado após ter passado mal no incidente anterior, quando a entrada do curador foi barrada.
Segundo João Chamarelli, amigo da família, Regina está visivelmente abatida e enfrentando episódios de pressão alta, agravados por eventos traumáticos recentes envolvendo seu marido e ex-motorista, José Marcos Chaves Ribeiro. Ele é suspeito de tentativa de feminicídio, cárcere privado, sequestro, violência psicológica e furto qualificado, e atualmente encontra-se foragido. A socialite, temendo por sua segurança, solicitou a instalação de trancas adicionais no apartamento.
O inquérito sobre as acusações contra José Marcos está sendo conduzido pelo delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana). Enquanto isso, o curador segue monitorando a situação de Regina, conforme determinação judicial.
Na decisão judicial, a juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita determinou que o curador administre os bens da socialite, além de “conduzir e providenciar avaliação da idosa em clínica geriátrica, podendo ter acesso a toda a documentação médica, incluindo o histórico de saúde, desde sua primeira saída do Edifício Chopin, a fim de verificar seu estado geral de saúde”. A magistrada também orientou que o curador coordene uma equipe multidisciplinar composta por profissionais como nutricionistas, cuidadores, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e psiquiatras, conforme as necessidades médicas de Regina.
Em nota, o escritório Matuch de Carvalho Advogados Associados informou que o advogado se apresentou à socialite para cumprir a decisão judicial, acompanhado de sua equipe e de representantes da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca da Capital. A assessoria do escritório esclareceu:
“A visita à residência da curatelanda ocorreu de forma tranquila e sem incidentes. Foi explicado à Sra. Regina Lemos, bem como às pessoas que a acompanhavam, que o papel do curador dativo nomeado é promover a garantia de sua proteção integral, zelando por sua integridade física, emocional e patrimonial, conforme previsto na decisão judicial e assegurado pela legislação vigente”.
A família de Regina informou que, diante da apresentação do mandado judicial, cumpriu a determinação da magistrada.
Com informações de O Globo.





