Cúpula do PL nacional não crê na possibilidade de cassação do mandato de Cláudio Castro pelo TRE

O fato de não ter sido comprovado qualquer enriquecimento ilícito de Castro em virtude de contratações para o Ceperj, às vésperas das eleições de 2022, torna uma possível cassação dele difícil pelo tribunal

CAIO DE SANTIS (CORRESPONDENTE DO BLOG EM BRASÍLIA)

Membros do alto escalão e do corpo jurídico do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, não temem a cassação do governador Cláudio Castro em julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) por suposto abuso de poder econômico.

No entendimento do presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, que se reuniu com advogados da legenda nesta semana, o fato de não ter sido comprovado qualquer enriquecimento ilícito de Castro em virtude de contratações para o Ceperj, às vésperas das eleições de 2022, torna uma possível cassação dele difícil pelo tribunal. Àquela altura, o vice escolhido por Castro para sua reeleição era Washington Reis (MDB), que sequer pôde concorrer como vice – o que sustentaria que também não havia um projeto de poder criado com antecedência visando as eleições do Rio de Janeiro.

Embora considerem o TRE-RJ um tribunal mais “punitivista” do que outros do Brasil, a alta cúpula do partido em Brasília se apoia também na possibilidade de eventual recurso posterior no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que nunca cassou um governador do sudeste. Também há no PL a impressão de que dificilmente o TSE miraria um governador bolsonarista, em meio às tensões com o próprio Jair Bolsonaro, que segue inelegível. Isto poderia configurar uma espécie de “perseguição” ao bolsonarismo.

A Procuradoria Eleitoral do Ministério Público Federal reiterou, nesta segunda, o pedido de cassação do governador, seu vice, Thiago Pampolha, e do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, pelo possível loteamento de cargos do Ceperj. Para os promotores, “recursos públicos foram indevidamente utilizados”.

O MPF pede que todos os acusados, com exceção de Thiago Pampolha, se tornem inelegíveis pelo período de 8 anos, a partir das eleições de 2022.

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