Crivella nega que haja perseguição contra evangélicos e diz que governo busca diálogo com líderes religiosos

Bancada evangélica e ministro da Fazenda se reuniram. A pauta do encontro foi a suspensão da norma que concedia benefício fiscal aos líderes religiosos

O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) afirmou nesta sexta-feira (19) que o governo Lula não está perseguindo as igrejas, mas sim buscando uma solução jurídica para a questão da isenção fiscal para líderes religiosos. A declaração foi dada após uma reunião da bancada evangélica do Congresso Nacional com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

A reunião teve como pauta a suspensão da norma que concedia o benefício fiscal aos líderes religiosos. A medida causou insatisfação entre os parlamentares, que criaram um grupo de trabalho com representantes do governo federal para tentar restabelecer o normativo.

Ex-prefeito do Rio e sobrinho de Edir Macedo (líder da Igreja Universal) Crivella disse que não há nenhuma intenção do governo de prejudicar as igrejas e que o ministro Haddad se mostrou disposto a dialogar com a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) para encontrar o melhor caminho. “A gente ouviu muita coisa de que o governo esteja contra as igrejas. Não existe isso. A preocupação do governo é que possamos ter um diálogo”, disse.

Haddad, por sua vez, disse que vai “despolitizar” o assunto e buscar o apoio da Advocacia-Geral da União (AGU), que é o órgão responsável por dar a palavra final sobre a questão. “Houve muita exploração nesses dias e uma politização indevida, quando, na verdade, o que está se discutindo aqui é uma regra jurídica. Nós vamos despolitizar isso, buscando o apoio de quem dá a última palavra a respeito disso, que é a AGU”, declarou.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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