A reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quarta-feira (18), começou com com críticas do presidente do colegiado e líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), na condução dos trabalhos pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), durante a análise de propostas legislativas.
A divergência ocorreu em meio à discussão sobre o projeto de lei que trata da ampliação do horário de funcionamento dos vagões exclusivos para mulheres, de autoria de Delaroli. A proposta já foi aprovada em plenário, mas segue gerando controvérsias entre os deputados.
Tensão durante a sessão
Durante a reunião, Amorim afirmou que a forma como a presidência vem conduzindo os trabalhos tem sido inadequada. Segundo ele, houve favorecimento na tramitação do projeto e desconsideração de iniciativas semelhantes apresentadas por outros parlamentares.
O deputado relatou que apresentou uma questão de ordem ao longo da tramitação, argumentando que a proposta poderia ser considerada prejudicada diante da existência de projetos com conteúdo semelhante.
“O presidente Delaroli não é gênio da lâmpada legislativa. Outros deputados apresentaram projetos parecidos aqui nesta Casa. Fiz essa questão de ordem na semana passada porque a prejudicabilidade pode ser aduzida a qualquer tempo”, declarou.
Críticas à condução e reação política
Na sequência, Amorim intensificou as críticas ao afirmar que não reconhece a legitimidade da atual condução da presidência em exercício. “Escutei do poderoso Marquinhos da Mesa Diretora que o projeto era do presidente. Só que para ser presidente teria que ser eleito, o que não é o caso. Não aceito esse tipo de condução ditatorial que tem sido adotada”, disse.
O parlamentar também afirmou que pretende atuar para barrar a proposta, mesmo após a aprovação em plenário. “Nunca fui soberbo aqui, mas vou usar toda minha força para que esse projeto seja vetado. Vou fazer diligência junto a Casa Civil para isso. Ele foi extremamente deselegante e descortês com muitos colegas”, acrescentou.
O episódio expõe um ambiente de tensão na Casa em torno da tramitação de projetos e da condução das sessões, especialmente em temas que envolvem maior visibilidade política.






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