Reunião entre diretores do Banco Central e analistas de 42 instituições financeiras, quarta-feira, resultou numa conclusão preocupante para o país: os indicadores econômicos deverão despencar em 2022, justamente o ano da eleição. As previsões destes agentes econômicos já considera crescimento econômico bem menor, juros em alta e inflação acima da meta.
Em entrevista ao Estadão, Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, afirma que a desaceleração do PIB em 2022 está “comprada” com a ação do Banco Central para barrar o descontrole da inflação. Pastore afirmou que o populismo eleitoral de Jair Bolsonaro está retratado na alta de preços e na piora de indicadores, e que a euforia acabou. Para ele, a degradação da economia, que tira popularidade e votos, pode levar o presidente a forçar ruptura institucional, expressão que na verdade é um eufemismo para golpe.
Ontem, o dólar fechou o dia a R$ 5,37, alta de 2%. A Bolsa caiu 1% e atingiu o menor nível desde 1.º de abril, a 116,6 mil pontos. Pelo menos 20 empresas candidatas a IPO (oferta inicial de ações) devem aguardar uma melhor oportunidade para lançar suas operações.
A economia entrou no “modo eleição”, e isso significa risco para as contas públicas, em um momento de projeções piorando tanto para a inflação quanto para os juros e o PIB em 2022.
Em relação ao crescimento econômico, um participante da reunião com os diretores do BC mencionou que o cenário este ano está “dado”, com projeções de 5% a 6%, graças ao carrego estatístico elevado, mas que o ano que vem será mais desafiador. “Para a atividade econômica, a visão geral é de desaceleração, com crescimento entre 1% e 2% em 2022.






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