Com a inflação de 12,3% nos últimos 12 meses, Guedes diz que “inferno” passou, mas depois é obrigado a aumentar previsão para 2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (19) em um evento em São Paulo que o Brasil já saiu do “inferno” da inflação, mas horas depois da declaração do ministro, em um evento de uma consultoria econômica em São Paulo, o próprio Ministério da Economia anunciou um aumento de 6,5% para 7,9% da estimativa…

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (19) em um evento em São Paulo que o Brasil já saiu do “inferno” da inflação, mas horas depois da declaração do ministro, em um evento de uma consultoria econômica em São Paulo, o próprio Ministério da Economia anunciou um aumento de 6,5% para 7,9% da estimativa da inflação oficial para este ano.

Puxado principalmente pela alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, atingiu 12,13% nos últimos 12 meses até abril, maior inflação para o período de 1 ano desde outubro de 2003.

Para conter a alta de preços, o Banco Central tem subido os juros básicos da economia há 15 meses. Atualmente, a taxa Selic está em 12,75 ao ano, o maior patamar em mais de cinco anos. O presidente da instituição, Roberto Campos Neto, acredita que o pico da inflação será entre os meses de abril e maio.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em abril registrou alta de 1,06%, a maior para o mês desde 1996.

Além disso, segundo Banco Central, os analistas do mercado financeiro preveem a inflação em 7,89% ao final deste ano.  A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%.

“Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos já já. Eles estão indo para o inferno. Nós já saímos do inferno, conhecemos o caminho e sabemos como se sai rápido do fundo do poço”, declarou Guedes em evento da Arko Advice e Traders Club.

Ainda no evento desta quinta-feira, Paulo Guedes, disse ser “natural” continuar no cargo de ministro se o presidente Jair Bolsonaro for reeleito.

“Se essa coalizão seguir, é natural que eu ajude, que eu apoie, que eu esteja lá”, declarou.

“Em um aliança de liberais conservadores, vão apoiar, vão acelerar privatizações, vamos zerar o IPI, vamos aprofundar o choque de energia barata. Se essa for a música, vou correndo atrás. Se a música mudar, estou velhinho, estou cansado, não consigo tirar férias. Mas parece que a banda está tocando bem”, acrescentou.

O ministro da Economia também afirmou ter defendido a democracia brasileira durante encontro com investidores internacionais, o que é considerado por ele um “pré-requisito” para atrair recursos ao país, apesar de ter avaliado que o “pau come entre os poderes”.

Nas últimas semanas, agravou-se o clima de tensão institucional entre o governo Jair Bolsonaro e o Poder Judiciário.

* Com informações do G1

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading