A prisão de Ana Paula Veloso Fernandes, estudante de Direito acusada de quatro assassinatos — três em São Paulo e um no Rio de Janeiro —, ultrapassou fronteiras e passou a ocupar espaço em importantes veículos da imprensa internacional. Segundo a polícia, Ana Paula confessou dois dos crimes e foi descrita pelo delegado Halisson Leite como uma “criminosa contumaz” e “serial killer”. A frieza nas ações e nos relatos da suspeita impressionou investigadores e leitores de fora do país.
‘Realidade superou a ficção’, diz jornal francês
O jornal francês Le Parisien afirmou que “a história parece um filme” e que “a realidade superou a ficção”. A publicação relembra os quatro assassinatos pelos quais Ana Paula foi indiciada e destaca que as vítimas foram envenenadas, sem chance de defesa. O periódico também menciona as palavras das autoridades brasileiras, que classificaram a jovem como uma “verdadeira assassina em série”, movida por “motivos vis”.
Imprensa britânica destaca prazer em matar e manipulação
O britânico Daily Mail ressaltou que Ana Paula “sentia prazer em matar” e era “extremamente manipuladora”. O jornal cita a declaração do delegado paulista Halisson Leite, segundo a qual a suspeita “tinha prazer em tirar vidas”. A reportagem ainda informa que a universitária teria matado dez cães antes de cometer os homicídios, para testar a dosagem do veneno usado nas vítimas.
Corpo mantido em casa por cinco dias choca leitores
Já o tabloide The Sun chamou atenção para um dos crimes confessados por Ana Paula. Segundo seu próprio depoimento, ela manteve o corpo de Marcelo Hari, sua primeira vítima, dentro de casa por cinco dias. A suspeita só acionou a polícia quando o mau cheiro começou a incomodar o filho e vizinhos. “Fernandes disse que só chamou a polícia após o filho reclamar do cheiro e notar larvas pela casa”, relata o jornal britânico. O caso, inicialmente arquivado por falta de provas, foi reaberto após a filha da vítima recorrer à Justiça.
Morte encomendada e envenenamento em série
O site americano International Business Times também repercutiu o caso e apontou que todas as vítimas teriam sido mortas por envenenamento. A reportagem destaca o envolvimento de Michelle Paiva da Silva, colega de turma de Ana Paula, que teria encomendado a morte do próprio pai, Neil Correa da Silva, de 65 anos. Segundo a investigação, Michelle teria pago cerca de R$ 4 mil para que a amiga executasse o crime — o idoso morreu após comer uma feijoada contaminada.
Frieza e ausência de remorso
Para a polícia, o comportamento de Ana Paula Veloso demonstra total ausência de empatia. “Ela não sentia medo de ser descoberta e descrevia os crimes com naturalidade”, afirmou o delegado. O caso, que vem sendo comparado a roteiros de filmes de suspense, continua a atrair atenção da mídia estrangeira e a levantar debates sobre o perfil psicológico da suspeita.






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