CPMI do INSS rejeita relatório que pedia prisão de Lulinha

O relatório foi rejeitado com o voto de 19 parlamentares. Já outros 12 votaram a favor do documento, que pedia indiciamentos e prisões

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final elaborado por Alfredo Gaspar (PL-AL) que pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT) e o indiciamento de 216 pessoas.

O documento pedia que a Advocacia do Senado representasse à Justiça a decretação de prisão preventiva de Lulinha, alegando “indícios concretos de evasão” que comprometeriam a aplicação da lei penal. O relatório foi rejeitado com o voto de 19 parlamentares. Já outros 12 votaram a favor do documento, que pedia indiciamentos e prisões.

Gaspar, responsável pela elaboração do inquérito, é aliado de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Ele se filiou ao PL nesta quinta-feira (26) e assumiu o comando do partido em Alagoas a convite do senador.

O relator argumenta que o filho de Lula deixou o Brasil com destino à Espanha durante a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. No entanto, o empresário vive em Madri e retornou ao Brasil no final do ano passado.

Segundo o texto da CPMI, existe um esquema bilionário, em um sistema estruturado de fraudes com descontos não autorizados em aposentadorias e pensões por meio de entidades que simulavam vínculos associativos com beneficiários.

O documento ainda inclui pedidos de indiciamento contra o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O relatório também recomendava o indiciamento de ex-ministros. Entre eles, José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro; e Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência no governo Lula.

“Não haverá impunidade”, afirmou o senador Carlos Vianna (Podemos-RJ), que preside a CPMI. Segundo ele, os envolvidos nas irregularidades que resultaram em descontos nos benefícios pagos pelo INSS serão punidos pela comissão ou pelo STF.

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