A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (12), uma série de requerimentos de convocação para depoimentos de pessoas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
Entre os nomes que deverão prestar esclarecimentos estão o cunhado e a ex-namorada de Vorcaro, investigado no chamado caso Master, além de executivos da instituição financeira. O colegiado também rejeitou convocações de pessoas associadas ao PT e a aliados do governo.
Convocações ligadas ao Banco Master
Os parlamentares aprovaram a convocação de Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, diretor do Banco Master, e de Luiz Antonio Bull, que ocupa o cargo de diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia da instituição.
Além deles, a comissão também aprovou requerimentos para ouvir o cunhado e a ex-namorada de Daniel Vorcaro, cuja atuação é alvo de investigações relacionadas ao esquema apurado pela CPI.
Ex-dirigente do INSS e entidade de aposentados
Outro nome convocado é Marcos de Brito Campos Júnior, que foi superintendente do INSS na região Nordeste e também ocupou o cargo de diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Os integrantes da CPMI também decidiram chamar Lucineide dos Santos Oliveira, diretora da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB). A entidade aparece entre as organizações sob suspeita no âmbito das investigações conduzidas pela comissão.
Convocações rejeitadas pela maioria governista
Durante a mesma sessão, o colegiado analisou outros pedidos de convocação, mas parte deles foi rejeitada por maioria, em votação influenciada por parlamentares alinhados ao governo.
Entre os nomes barrados estão Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Danielle Fonteles, ex-publicitária do PT; José Antônio Batista Costa, presidente da J&F Partições; e Edson Claro Medeiros Júnior, ex-colaborador de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
A CPMI foi criada para investigar possíveis irregularidades e esquemas de fraude envolvendo benefícios e contratos ligados ao INSS.






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