CPI da Covid aprova convocação de Wilson Witzel para sessão secreta

Como voto contrário de três senadores governistas, a CPI da Covid aprovou nesta terça-feira a realização de uma sessão secreta para ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. No depoimento que prestou na quarta-feira da semana passada, Witzel disse que há fatos sobres os quais não falaria na sessão, mas que poderia esclarecer…

Como voto contrário de três senadores governistas, a CPI da Covid aprovou nesta terça-feira a realização de uma sessão secreta para ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. No depoimento que prestou na quarta-feira da semana passada, Witzel disse que há fatos sobres os quais não falaria na sessão, mas que poderia esclarecer numa reunião reservada. Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), qualquer senador, seja ele integrante da CPI ou não, poderá participar dessa sessão. Não foi definido ainda onde ele será ouvido.

— Eu vou falar aqui, sem nominar o fato, mas farei reservadamente, que houve conversas ao longo da noite com ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça] para poder fazer busca e apreensão em estados da federação — disse Witzel na quarta, acrescentando: — Então, nesta reunião, eu faço questão de apresentar elementos para iniciar uma investigação contra pessoas que estão desvirtuando a atuação funcional. E nós vamos descobrir quem está patrocinando investigação contra governador.

O senador Flávio Bolsonaro vai acionar Wilson Witzel na Justiça por falas do ex-governador na CPI da Covid, na semana passada, informa Bela Megale, de O Globo. Os advogados do filho 01 de Bolsonaro afirmaram à colunista que vão apresentar, nos próximos dias, “uma queixa-crime contra Witzel na Justiça Criminal e interpelá-lo pelas acusações levianas” feitas pelo ex-governador. A peça será assinada por Luciana Pires, Rodrigo Roca e Juliana Bierrenbach.

A procuração autorizando a medida já foi assinada por Flávio. Na queixa-crime serão citadas afirmações de Witzel de que foi vítima de “perseguição política” após a prisão dos assassinos da vereadora Marielle Franco e de que os hospitais federais do Rio “têm dono”. Após a sessão, Witzel falou em reservado com senadores que se referia a Flávio Bolsonaro.

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