Corpos de turistas colombianas mortas em queda de helicóptero são identificados no Rio

Peritos recorreram a exames odontológicos e antropológicos para identificar vítimas carbonizadas; causas do acidente no Alto da Boa Vista ainda são investigadas

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A Polícia Civil concluiu nesta terça-feira (11) a identificação das três turistas colombianas que morreram na queda de um helicóptero no Alto da Boa Vista, no Rio. Como os corpos foram carbonizados após a aeronave pegar fogo, peritos recorreram a exames odontológicos e antropológicos para confirmar a identidade das vítimas.

Morreram no acidente Sofia Murillo, de 17 anos, a mãe dela, Wendy Manrique, de 37, e a avó Roccio Cubillos, de 59. A quarta vítima foi o piloto Alessandro Rocha, que já havia sido identificado por meio de exames odontológicos e foi sepultado em São Gonçalo.

Características dos ossos ajudaram na identificação

A antropologia forense permite analisar características físicas dos restos mortais e obter informações como faixa etária aproximada. No caso de Sofia, os legistas combinaram dados da arcada dentária com a análise dos ossos. Exames fornecidos pela família também foram utilizados para comparação.

Os peritos encontraram placas de crescimento ósseo compatíveis com a idade da adolescente. No caso de Roccio Cubillos, sinais de artrose observados em alguns ossos contribuíram para o processo de identificação.

Já nos restos mortais de Wendy Manrique foram encontrados indícios de uma cirurgia recente. A informação, segundo a investigação, foi posteriormente confirmada por familiares. A combinação dessas evidências permitiu aos especialistas estabelecer a identidade das três turistas.

Família estava no Rio para comemoração

As colombianas chegaram ao Rio no dia 3 de agosto com outros parentes e pretendiam permanecer na cidade por pouco mais de uma semana. A família havia contratado um pacote de R$ 4,4 mil para realizar um sobrevoo turístico.

Como o grupo foi dividido em duas partes, Sofia, Wendy e Roccio embarcaram primeiro. O helicóptero decolou por volta das 10h40, enquanto os demais familiares permaneceram em solo aguardando a volta da aeronave.

Victor Manrique, que perdeu a mãe, a irmã e a sobrinha no acidente, relatou que chegou a trocar mensagens com os parentes enquanto esperava o retorno do helicóptero. Depois que as mensagens deixaram de ser respondidas, ele soube inicialmente que o piloto teria precisado fazer um pouso de emergência. Mais tarde, tomou conhecimento das mortes.

Cenipa e Polícia Civil investigam queda

O helicóptero era pilotado por Alessandro Rocha, que tinha cerca de 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da empresa responsável pela operação estavam regulares.

As causas da queda ainda não foram esclarecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduz a investigação técnica, enquanto a 19ª DP (Tijuca) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

O delegado Jader Amaral informou que aguarda o laudo pericial produzido pelos especialistas do Cenipa. Representantes da empresa responsável pela operação do helicóptero também deverão prestar depoimento.

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