Corpo de Bombeiros manda Lauro Botto retornar à corporação para cumprir detenção

Coronel teve cessão a secretaria estadual revogada e começou nesta sexta-feira a cumprir os 12 dias restantes de punição disciplinar em Nova Iguaçu

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O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Tarciso Salles, determinou o retorno do coronel Lauro César Botto Maia aos quadros da corporação. O oficial estava cedido à Secretaria de Estado de Integração da Juventude e Envelhecimento Saudável e teve a cessão revogada por ato publicado no Diário Oficial.

Com a volta ao Corpo de Bombeiros, Botto iniciou nesta sexta-feira (7), em Nova Iguaçu, o cumprimento dos 12 dias restantes de uma punição administrativa de detenção. A medida disciplinar havia estabelecido inicialmente 15 dias de detenção.

A determinação ocorre em meio a processos envolvendo o oficial tanto na esfera disciplinar quanto na Justiça Militar. Botto, que foi um dos líderes do movimento dos bombeiros de 2011 e já ocupou o cargo de subsecretário estadual de Defesa Civil, também é alvo de acusações apresentadas pelo Ministério Público do Rio (MPRJ).

Justiça Militar torna coronel réu por coação

Na quarta-feira (5), a Justiça Militar aceitou uma nova denúncia do MPRJ contra Lauro Botto. Com a decisão, o coronel tornou-se réu por quatro supostas infrações ao artigo 342 do Código Penal Militar, relacionado ao crime de coação.

O despacho foi assinado pelo juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueredo, que também manteve a punição disciplinar de 15 dias de detenção administrativa aplicada ao oficial.

Segundo a decisão, a sanção está relacionada ao Processo Administrativo Disciplinar aberto para apurar denúncias de assédio sexual e moral contra bombeiras subordinadas. Com o retorno à corporação, o oficial passou a cumprir o período restante da penalidade.

MPRJ também denunciou Botto por assédio sexual

Em outro procedimento, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) denunciou Botto por assédio sexual. De acordo com o Ministério Público, os episódios teriam ocorrido entre o fim de 2024 e julho de 2025 e envolveriam mensagens enviadas por redes sociais a uma subordinada.

A acusação sustenta que as mensagens tinham conteúdo inadequado e buscavam obter vantagem ou favorecimento sexual. A denúncia cita ainda referências feitas pelo oficial à própria posição hierárquica. A Justiça determinou medidas cautelares, entre elas a suspensão do porte de arma, a proibição de contato com a vítima e testemunhas e a restrição de acesso ao quartel do comando-geral.

O retorno determinado por Tarciso Salles encerra, por enquanto, a cessão de Botto para outro órgão estadual e recoloca o coronel formalmente nos quadros do Corpo de Bombeiros enquanto cumpre a punição.

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