Os bastidores da política fluminense estão incandescentes com os movimentos de um provável candidato à Câmara Federal. Filiado ao Pros, ele tem arregimentado um exército de cabos eleitorais que impressiona pelo tamanho e pelo potencial de alavancagem de votos. O dublê de pastor e empresário Márcio Pôncio já é considerado um robusto puxador da legenda, ainda que a campanha não tenha sequer começado.
Seguramente, é o candidato com maior volume de recursos próprios para a campanha. Dono de uma fábrica de cigarros na Baixada Fluminense, mansões, lanchas, carrões e um helicóptero de R$ 61 milhões, Pôncio não tem limites. “Vai gastar o que for necessário para se eleger. Ele não tem teto”, confirma um amigo que preferiu o anonimato.

Mês passado, o pastor-empresário contratou o experiente Cleiton Rodrigues, ex-assessor de Cesar Maia, Garotinho e Wilson Witzel, para coordenar sua campanha. Juntos, estão mapeando regiões da capital e do interior em busca de dobradinhas, alianças ou simplesmente apoios. Na lista, estão deputados estaduais, vereadores, prefeitos e ex-prefeitos numa malha eleitoral que se entrelaça forças políticas do Sul ao Norte Fluminense, passando pela Baixada e varrendo os principais bairros da capital.
No meio político, especula-se que Pôncio deve torrar na campanha cerca de 20 milhões de reais, sem contar os recursos destinados a sua filha, Sarah Pôncio, candidata a deputada estadual. Fenômeno nas redes sociais, Sarah tem quase cinco milhões de seguidores no Instagran, onde posta fotos da família e de suas viagens na aeronaves do pai.
Nesta terça-feira, 19, Márcio revelou que reatara o casamento Simone, mãe de seus dois filhos, Sarah e Saulo Poncio. À revista Quem, o pastor afirmou que está “namorando há dois meses” com a esposa, de quem anunciou a separação no ano passado.
“Passamos, exatamente, seis meses separados e estamos namorando há dois meses. Sempre mantivemos um bom diálogo, por termos um vínculo familiar muito forte. Isso ajudou muito, pois através dessas conversas frequentes passamos a entender melhor um ao outro e tudo foi sendo desembaraçado e mais bem compreendido. Assim, resolvemos nos dar mais uma chance”, disse Márcio Poncio.
Em entrevistas, o potentado Marcio Pôncio já disse que viver no luxo não contraria os ensinamentos que teve de Deus e da Bíblia. Ele também avalia que o fato de ter feito fortuna com a fabricação e venda de cigarros não é um pecado. Mas é no ramo, que ele garante ser sua principal fonte de renda, que estão também suas maiores dívidas.
O Juiz Federal Eduardo Horta, da 2ª Vara Federal de Duque de Caxias, mandou publicar em edital a execução fiscal, com citação do pastor e do sócio, Marcello Araújo dos Santos, além da empresa New Ficet Indústria e Comércio de Cigarros e Importação e Exportação Ltda, pela dívida de R$ 429.862.694,10 (quase quatrocentos e trinta milhões de reais) em impostos à União. Os sócios chegaram a pedir a revisão dos cálculos e valores, o que foi negado no último dia 3. Publicado em maio, o edital dava 30 dias para que os valores fossem pagos.
Em 2011, a fábrica chegou a ser fechada pela Receita Federal pela sonegação fiscal de R$ 1 bilhão. Mas a empresa continuou operando através de liminares. Parte da dívida chegou a ser abatida com leilões de maquinários. Atualmente no quadro societário da New Ficet o nome de Marcio Matos não aparece, mas sua dívida, anterior, continua em aberto.






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