O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17) a destituição do presidente José Jerí, que estava no cargo havia apenas quatro meses. A decisão ocorreu após acusações de má conduta funcional e questionamentos sobre sua capacidade para exercer a função.
A queda de Jerí ocorre em meio a um escândalo envolvendo encontros não divulgados com um empresário chinês, episódio que ampliou a instabilidade política no país andino e reforçou a sucessão de crises institucionais nos últimos anos.
Rotatividade política no Peru
A votação no Parlamento registrou 75 votos favoráveis à destituição, 24 contrários e três abstenções. Com isso, Jerí torna-se o terceiro presidente consecutivo do Peru removido do cargo antes do fim do mandato.
Segundo dados divulgados pela agência Reuters, o Peru teve oito presidentes nos últimos oito anos, evidenciando a fragilidade do sistema político e a dificuldade de estabilidade governamental no país.
Próximos passos e eleições gerais
Com a destituição, os parlamentares devem eleger um novo presidente do Congresso nesta quarta-feira (18). Pela regra institucional, o chefe do Legislativo também assumirá a Presidência da República interinamente.
O país já tem eleições gerais previstas para 12 de abril, quando os eleitores deverão escolher um novo governo, em meio a um cenário de crise política persistente e baixa confiança nas instituições.






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