As divergências entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, atingiram seu ápice, segundo fontes dentro do governo federal ouvidas por Bela Megale, em O Globo. Ministros destacam reservadamente que a crise em torno do pagamento de dividendos extraordinários aos acionistas da Petrobras é, fundamentalmente, resultado da disputa entre ambos.
Há uma percepção de que, neste momento, a situação se tornou insustentável para a permanência de Prates e Silveira no governo. A análise é a de que o presidente Lula precisará tomar uma decisão sobre o impasse.
Na tarde desta segunda-feira (11), Lula está programado para se reunir com Jean Paulo Prates. Assessores do presidente afirmam que Prates será cobrado para explicar por que os investidores da Petrobras aguardavam o pagamento dos dividendos extraordinários da companhia.
Conforme relatado anteriormente, fontes vinculadas ao Conselho da Petrobras afirmaram que o presidente da empresa e o diretor Sérgio Caetano haviam acordado com investidores para preservar os ganhos dos acionistas. Ambos negam ter negociado tal acordo.
A reação do mercado à decisão de não pagar os dividendos na semana passada resultou em uma venda massiva de ações da Petrobras, levando à queda de R$ 55 bilhões no valor de mercado da empresa em um único dia.
Alexandre Silveira e Jean Paulo Prates defenderam propostas divergentes sobre a distribuição de recursos aos acionistas. O presidente da Petrobras apoiou o pagamento de 50% dos dividendos extraordinários, argumentando que isso não afetaria o plano de investimentos da empresa. No entanto, o grupo de conselheiros ligados a Alexandre Silveira optou por segurar o recurso em um fundo de reserva.
Conforme noticiado pela colunista Malu Gaspar, o presidente Lula interveiodiretamente para arbitrar a questão, realizando duas reuniões sobre o tema e decidiu que os dividendo extraordinários não deveriam ir para os acionistas.
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