Flávio Bolsonaro (PL) entrou na Argentina na noite de terça-feira usando um passaporte italiano, segundo informações do Ministério da Segurança argentino. O registro migratório indica que o senador deixou Puerto Iguazú às 23h52, antes de embarcar para os Estados Unidos. A mulher e as filhas viajaram com passaportes brasileiros.
A passagem ocorreu pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, à cidade argentina de Puerto Iguazú. De acordo com investigadores, Flávio permaneceu no Brasil durante o dia e atravessou a fronteira à noite. Ele não passou por um posto de controle brasileiro, procedimento que, segundo as informações divulgadas, não costuma ser registrado naquela região, de grande circulação turística.

Passaportes brasileiros estavam cancelados
Os passaportes brasileiros e diplomáticos do senador haviam sido cancelados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na manhã de segunda-feira. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou “risco concreto” de fuga após a derrota de Flávio na eleição presidencial de domingo, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na manhã de terça-feira, Flávio não entregou os documentos no prazo estabelecido por Moraes. A Polícia Federal investiga o senador por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.
Voo fretado partiu de Misiones
Depois de entrar na Argentina, Flávio e os familiares seguiram para o aeroporto internacional Cataratas del Iguazú, na província de Misiones. De lá, embarcaram em um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa argentina de fretamento Baires Fly S.A.
A aeronave seguiu para o aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, nos Estados Unidos. Flávio desembarcou às 10h24 de quarta-feira. Ainda na terça, o governo de Donald Trump havia informado que concederia vistos de entrada ao senador e a seus familiares.
Questionado sobre a autorização, Trump disse que permitiria a entrada dos Bolsonaro nos Estados Unidos por considerá-los “pessoas decentes” e classificou a eleição de domingo como “terrível”.







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