Condenado por injúria, Yuri Moura volta a chamar Cláudio Castro de ‘porco’, ‘caloteiro’ e ‘corrupto’

Dois dias depois de decisão do Tribunal de Justiça por injúria, deputado do Psol reafirma críticas e voltar anunciar que irá recorrer

Dois dias após ser condenado pelo Tribunal de Justiça por injúria contra o governador Cláudio Castro, o deputado estadual Yuri Moura (Psol) voltou a usar termos ofensivos ao se referir ao chefe do Executivo durante discurso no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (25).

O parlamentar reafirmou as expressões que motivaram a ação judicial e voltou a dizer que recorrerá da decisão. A condenação decorre de uma queixa-crime apresentada por Castro após a publicação, em março de 2023, de um vídeo nas redes sociais.

Na gravação, feita durante fiscalização de obras em Petrópolis, na Região Serrana, depois da tragédia das chuvas, Moura criticou intervenções do governo e chamou o governador de “corrupto”, “caloteiro” e “porco”.

Repetição das ofensas

No discurso desta quarta-feira, o deputado retomou os mesmos termos. “Eu reforço: chamei de porco, chamei de caloteiro, chamei de corrupto”, declarou da tribuna.

Ele afirmou que as declarações ocorreram no exercício da atividade parlamentar e que estavam relacionadas à fiscalização de obras e à situação de famílias afetadas pelas chuvas.

“Chamei de porco porque disse que a obra era porca e comprovei. Chamei de caloteiro porque naquele momento ele devia aluguel social para mais de 200 famílias do estado. E chamei de corrupto porque naquele momento, como agora, Cláudio Castro estava estampado nas páginas de jornais com uma mochilinha no elevador”, afirmou . E completou:

“Era a delação premiada de gente ligada a ele dizendo que tinha R$ 100 mil na mochilinha dele. Então, tem que processar a imprensa, tem que processar o delator, tem que processar o Ministério Público, tem que processar o TSE e a Polícia Federal, que tem um relatório contra ele agora. Ainda apontei indícios de corrupção na obra emergencial em que ele gastou R$ 80 milhões.”

Caso Marielle Franco

O deputado mencionou o julgamento do caso Marielle Franco e, assim como ela, afirmou que vem sofrendo perseguição política. Segundo ele, a ação judicial representa uma tentativa de limitar sua atuação como opositor.

Moura declarou que recorrerá da decisão no Superior Tribunal de Justiça e, se necessário, no Supremo Tribunal Federal. Para ele, a condenação pode gerar impacto sobre a atuação de outros parlamentares.

“Canalhas, canalhas, canalhas e canalhas! E não vão me calar porque eu fui eleito aqui para isso, eu sei o que eu estou fazendo. Vou recorrer. Não prejudicarão o nosso mandato, não prejudicarão as nossas candidaturas, seja a próxima ou as outras que virão. Fiscalizar não é crime”, disse.

Disputa política em Petrópolis

O deputado ainda associou o processo judicial à disputa política em Petrópolis. Ele lembrou que foi ao segundo turno na eleição municipal contra candidato apoiado pelo governador e citou o ex-prefeito Bernardo Rossi, atual secretário do Ambiente, como aliado político de Castro na cidade.

Segundo Moura, sua atuação como opositor no município e na Assembleia o teria colocado em confronto direto com o grupo político do governador. Ele afirmou que continuará exercendo o mandato com foco na fiscalização de obras e políticas públicas, especialmente nas áreas afetadas por tragédias climáticas.

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