Concessão de gás: Pedro Paulo aponta manobra para renovar contrato bilionário no Rio

Deputado Pedro Paulo afirma que tentativa de renovar concessão do gás no Rio ocorre sem urgência real, sem debate público e em meio a um cenário político e institucional delicado

A proposta de renovação da concessão do gás no Estado do Rio de Janeiro passou a ser alvo de críticas públicas após críticas do deputado federal Pedro Paulo (PSD). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que há uma tentativa de empurrar um contrato bilionário em pleno ano eleitoral, em meio a uma crise política e institucional no estado.

Segundo o deputado, a iniciativa não se sustenta como uma medida urgente. Para ele, a condução do processo caracteriza uma manobra para acelerar a decisão sobre um contrato de alto valor financeiro, que, na avaliação apresentada, apresenta falhas, multas consideradas pesadas e histórico de descumprimento de investimentos previstos.

Pedro Paulo também criticou a ausência de etapas que, segundo ele, seriam fundamentais para um processo dessa magnitude. Entre os pontos levantados estão a falta de auditoria, a inexistência de um debate público amplo, a ausência de concorrência clara e a carência de transparência na condução da possível renovação da concessão.

Na avaliação do parlamentar, o cenário se torna ainda mais contraditório diante do peso do Rio de Janeiro no setor energético nacional. O estado é o maior produtor de gás do país, mas, de acordo com a crítica apresentada, convive com as tarifas mais altas do Brasil, o que, para ele, evidencia distorções no modelo atual.

O deputado citou exemplos de outros estados como Espírito Santo e Rio Grande do Sul, que, segundo ele, optaram por licitações abertas e competitivas para a concessão do serviço. Para Pedro Paulo, esse deveria ser o caminho adotado pelo Rio de Janeiro, em vez de uma renovação acelerada de contrato.

Outro ponto questionado diz respeito ao plano de expansão do serviço de gás. De acordo com a publicação, o planejamento não teria sido discutido com prefeitos nem com a sociedade civil, além de não ter passado por consultas ou audiências públicas.

O deputado defendeu que a decisão sobre a concessão do gás seja deixada para o próximo governo eleito e criticou o uso do ano de 2027 como justificativa para a pressa. Ele afirmou ainda que o PSD acompanhará de forma atenta cada etapa do processo.

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