A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu questionar oficialmente a prefeitura do Rio sobre o cerco ao comércio de ambulantes na Rua Uruguaiana, no Centro da cidade. Entre as informações solicitadas, estão o detalhamento dos planos de ocupação e revigoramento da região e quais as alternativas serão oferecidas para quem trabalha comercializando seus produtos.
Na quarta-feira (28/02), o prefeito Eduardo Paes publicou em suas redes sociais que proibirá os ambulantes na região. Através da postagem, ele informou que a decisão foi tomada junto ao governador Cláudio Castro. Sem divulgar data, disse que a medida passaria a valer nas próximas semanas. Na publicação na rede X, antigo Twitter, assegurou ainda que o local é ponto de venda de mercadorias roubadas, como celulares.
A Comissão afirma que está em contato com as comunidades afetadas. Enquanto isso, pede ao executivo municipal o calendário de reuniões com as associações, sindicatos e coletivos representantes dos camelôs, o que pode contribuir para um plano não apenas no Centro, mas em outras regiões. O Movimento Unidos dos Camelôs (Muca) e o Fórum Popular de Segurança do Estado já se manifestaram contra a decisão.
“O uso que o prefeito e o governador pretendem implementar pode ter sérias implicações nas vidas de diversas famílias. Mudanças na utilização daquele espaço precisa ser discutida com seriedade, levando em consideração os direitos de todos os envolvidos. Planejar é essencial para garantir tanto o cumprimento da legislação como o devido respeito aos direitos humanos dos envolvidos”, justifica a deputada Dani Monteiro (Psol), presidente da comissão.





