Por decisão unânime, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos aprovou nesta quinta-feira (25) um pedido de perdão à comunidade Kaiowá, da terra indígena Sucuri’y, por episódios de violência cometidos nas décadas de 80 e 90 por agentes públicos e privados.
O pedido, apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), destacou episódios de remoção forçada enfrentados pelos Kaiowá, segundo o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida.
Este não é o primeiro caso de reparação coletiva concedido pela Comissão de Anistia a indígenas. Em abril deste ano, o colegiado formalizou pela primeira vez um pedido de desculpas do Estado brasileiro aos indígenas Krenak, do leste de Minas Gerais, e aos Guarani Kaiowá, de Mato Grosso do Sul.
Durante a reunião desta quinta-feira, membros da comunidade indígena estiveram presentes e compartilharam suas experiências de violência. A indígena Elida Ida Turíbio emocionou-se ao lembrar os episódios: “Eu não queria lembrar, me dói muito lembrar dessa cena, dessa memória, mas ao mesmo tempo é importante falar nesse momento para que as senhoras e os senhores tenham conhecimento do que realmente aconteceu.”
Perseguição a imigrantes japoneses na pauta
Ainda nesta quinta-feira, a Comissão deve analisar o caso de imigrantes japoneses que, conforme a comunidade nipônica, foram perseguidos e torturados durante os governos de Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra.
O MPF solicitou a declaração de Anistia Política Coletiva para a Comunidade Kaiowá, da terra indígena Sucuri’y, localizada no município de Maracaju, Mato Grosso do Sul, baseando-se nas violações de direitos sofridas entre 1984 e 1997.
O relatório do MPF descreveu a extrema violência física e psicológica, assim como as remoções forçadas e ofensas preconceituosas e humilhantes, que incluíam a prática de jogá-los dentro de caminhões com alguns de seus pertences.
Com informações do g1
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