O Rio de Janeiro começou neste domingo a operar a primeira linha de ônibus municipal (634 (Bananal-Saens Peña) sem aceitar pagamento em dinheiro dentro dos veículos. A mudança, implementada em uma linha que já utilizava o sistema Jaé, representa uma nova fase da digitalização do transporte público carioca.
Com a medida, os passageiros passam a depender exclusivamente de cartões do sistema ou do aplicativo Jaé para embarcar. Segundo a prefeitura, o modelo já adotado no BRT agora começa a ser ampliado para os ônibus municipais convencionais.
Quais cartões poderão ser usados
Os passageiros poderão pagar as passagens utilizando o cartão preto do Jaé, o cartão verde unitário, o aplicativo Jaé e, em casos específicos, o Riocard. A prefeitura informou que o Riocard seguirá válido apenas nas integrações intermunicipais.
Para quem utiliza integração tarifária entre mais de um ônibus municipal, será necessário usar o cartão preto do Jaé — vinculado ao CPF do usuário — ou o aplicativo oficial do sistema.
Os cartões verdes, sem identificação, não permitirão integração entre ônibus municipais. De acordo com a prefeitura, a restrição foi criada para dificultar fraudes no processo tarifário.
“Os cartões verdes, sem identificação, aumentam o risco de fraude no processo de integração porque não têm associação ao CPF da pessoa. São ao portador e facilitam a fraude”, afirmou o secretário municipal Jorge Arraes.
Turistas poderão usar cartão sem CPF
Turistas e visitantes poderão continuar utilizando o cartão verde unitário ou o aplicativo Jaé para pagar viagens avulsas. Nesses casos, não será necessário cadastrar CPF.
Segundo a prefeitura, a medida busca facilitar o acesso ao transporte para pessoas que permanecem pouco tempo na cidade ou utilizam os ônibus eventualmente.
Cidade terá cerca de 2 mil pontos de recarga
A administração municipal informou que o sistema conta com aproximadamente 2 mil pontos de recarga espalhados pela cidade. Muitos deles aceitam pagamento em dinheiro para inserção de créditos nos cartões.
Além dos postos físicos, os passageiros também poderão realizar recargas diretamente pelo aplicativo Jaé.
Modelo já funciona no BRT
No BRT, o sistema sem circulação de dinheiro já funciona atualmente. A prefeitura afirma que a experiência serviu de base para ampliar o modelo aos ônibus municipais convencionais.
Com a mudança, a gestão municipal pretende acelerar a modernização do sistema de transporte, ampliar o controle sobre as integrações tarifárias e reduzir fraudes.





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