Comandante da PM admite possível perda de imagens em megaoperação

Mais de 120 pessoas morreram em ação na Zona Norte

O comandante da PM do Rio, Marcelo de Menezes, afirmou nesta quarta-feira (29) que parte das imagens que poderiam ter sido registradas pelas câmeras corporais durante a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão pode ter se perdido.

Segundo Menezes, a vida útil das baterias desses equipamentos é de cerca de 12 horas, enquanto a operação começou a ser preparada às 3h de terça-feira. “As tropas começaram a se movimentar às 5h. Em algum momento, há a substituição dessas baterias. Dado o cenário em que ali estavam empregadas as câmeras, aquelas baterias não foram recarregadas e, em algum momento, essas imagens podem ter sido perdidas”, disse.

A operação terminou com mais de 120 mortos, incluindo quatro policiais, e resultou na apreensão de 91 fuzis e na prisão de mais de 110 pessoas. Menezes afirmou que as armas apreendidas passarão por perícia para comprovar que foram utilizadas por integrantes do Comando Vermelho (CV).

‘Muro do Bope’

Além disso, Menezes revelou que, para conter criminosos em uma área de mata, foi criado um “muro do Bope”, estratégia usada para encurralar os suspeitos nos complexos da Penha e Alemão.

Sobre a retirada dos corpos, o secretário de Segurança, Victor Santos, explicou que muitos familiares levaram os corpos encontrados para as vias da Penha, pois as autoridades não tinham ciência da presença deles na mata. “Naquela ocasião, é impossível fazer algo que não seja preservar sua vida. A polícia não tinha sequer ciência da existência deles”, disse.

Remoção de corpos

O subsecretário de planejamento, delegado Carlos Oliveira, detalhou os procedimentos policiais: “A polícia civil tem seus protocolos. A Delegacia de Homicídios é acionada, a perícia é feita, o corpo é liberado e retirado do local. Os moradores removeram os corpos. A partir do momento que os moradores e familiares retiraram os corpos, o poder público tomou conhecimento”.

Sobre denúncias de tortura e violações de direitos humanos durante a operação, Santos afirmou que o trabalho da polícia passa por “fiscalização intensa”. Ele destacou que a perícia visa resguardar vidas e que há registros de criminosos se entregando. “Se há uma atividade que tem fiscalização intensa, é a atividade policial”, afirmou.

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