Com o aumento de casos de Covid, médicos e secretarias de Saúde voltam a recomendar o uso de máscaras

Os casos de Covid-19 no Brasil voltaram a uma tendência de alta pela primeira vez desde o fim de junho. Embora especialistas não esperem uma sobrecarga dramática no sistema de saúde como em ondas anteriores da doença, já é possível observar um reflexo nas internações, o que junto à baixa cobertura com a terceira dose…

Os casos de Covid-19 no Brasil voltaram a uma tendência de alta pela primeira vez desde o fim de junho. Embora especialistas não esperem uma sobrecarga dramática no sistema de saúde como em ondas anteriores da doença, já é possível observar um reflexo nas internações, o que junto à baixa cobertura com a terceira dose da vacina acende o alerta de especialistas e traz de volta um item deixado de lado nos últimos meses: as máscaras.

Segundo informações do Globo online, em nota recente divulgada pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, a pasta reforça o uso por indivíduos do grupo de risco de agravamento da doença, como idosos, imunossuprimidos, gestantes e pessoas com comorbidades, mas volta a orientar também para a população geral em locais fechados e mal ventilados, como transportes públicos, e ambientes abertos com aglomerações.

Para o ex-diretor da Anvisa e médico sanitarista da Fiocruz, Claudio Maierovitch, são casos em que o item de fato deve ser mantido.

— A Covid-19 está crescendo novamente, com aumento dos números de casos e internações. Os casos graves trazem grande sofrimento, mas há ainda pessoas que continuam com sintomas importantes por meses depois da infecção. Então é importante o uso da máscara para que a medida funcione como proteção coletiva, mais efetiva do que o uso apenas como autoproteção, e evite a disseminação da doença — afirma o médico, que é também vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

— A taxa de transmissão do vírus aumentou muito pela circulação da nova subvariante da Ômicron, a BQ.1. Então ambientes fechados é de fato importante o uso. Lugares ao ar livre apenas se for com aglomeração, como comércios em áreas abertas, shows. Mas é preciso pensar também nos contatos próximos na hora de avaliar. Eu posso não ser do grupo de risco, mas acabar transmitindo para alguém mais vulnerável que convive comigo. Então a máscara é uma proteção individual, mas acaba tendo esse caráter coletivo — afirma o infectologista Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

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