Após a indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda (27), o presidente Lula (PT) deve decidir se mantém a área de Segurança Pública no Ministério da Justiça ou se cria uma pasta exclusiva para o tema. A criação do Ministério da Segurança Pública era uma promessa de campanha do petista e foi proposta na transição de governo, mas foi descartada no começo do ano a pedido de Dino.
No fim de outubro, durante a sua live semanal, Lula disse que estava pensando em criar a pasta, que seria a 39ª de seu governo. Setores do PT defendem a criação de uma estrutura exclusiva para a Segurança Pública.
Se o Ministério da Justiça for dividido, Ricardo Cappelli, atual secretário-executivo de Dino, é cotado para assumir a pasta da Segurança Pública. Para a Justiça, o presidente tem a chance de deslocar o atual advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas.
Ainda em outubro, no mesmo dia do comentário de Lula, Dino afirmou que o desmembramento da pasta poderia “diminuir a eficácia” dos trabalhos. Segundo ele, há uma “vinculação inegociável” entre investigação judicial e atos policiais.
Para a substituição de Dino, ainda há outras variáveis que podem ser contempladas. Em seu blog Andréia Sadi, do g1, informa que Lula disse a ministros que gostaria de indicar uma mulher para a pasta. O nome da ministra do Planejamento, Simone Tebet, passou a ser cotado.
Com informações do Globo e do g1





