Renata Souza se estressa após provocação de Renan Jordy: “Não vai me silenciar”

Renan Jordy gritou para Renata Souza olhar fotos da vítima supostamente em uma boca de fumo

O clima esquentou mais uma vez na sessão desta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro entre os deputados estaduais Renata Souza (PSOL) e Renan Jordy (PL).

Depois da deputada Zeidan (PT) falar sobre a necessidade de aprovar um projeto de lei dela sobre escolas que ficam com aulas suspensas por causa do tráfico e tiroteios, lamentando o ocorrido nesta terça na Avenida Brasil, a psolista se manifestou concordando com a colega. Eis que irrompe em plenário, ao berros, Jordy mostrado fotos de Herus Guimarães, rapaz morto na operação do BOPE na comunidade Santo Amaro, supostamente acompanhado de um soldado do tráfico e fazendo uso de um “cigarro não tradicional”, segundo o parlamentar bolsonarista.

Renata, que estava com a filha no colo no momento do pronunciamento, revidou às provocações, mandando o irmão do deputado federal Carlos Jordy (PL) sair.

“Saia. Não vai me silenciar!”, exclamou Renata, sem citar nome de Jordy.

A situação irritou a deputada Tia Ju (Republicanos), presidente da sessão desta tarde, que disse que iria limitar os depoimentos à declaração de votos, ou seja, somente falar da matéria em votação. Mas, Jordy a desobedeceu e voltou a mostrar as fotos, alegando que foram tiradas em uma boca de fumo. A tensão melhorou, provisoriamente, com o deputado Yuri (PSOL), que não só falou do projeto de lei de Fred Pacheco (PMN), sobre o Papa Leão XIV, mas prestou solidariedade à Renata pelo episódio, ao fim da fala e de forma rápida, ao lado da colega de bancada, que permaneceu muda.

Petista enfrenta Tia Ju e volta à polêmica de Herus

Já sem paciência com o desvio da pauta, Tia Ju deixou claro à deputada Verônica Lima (PT), que só iria permitir fala sobre o projeto, mas a novata peitou a presidente e disse que teria o mesmo direito que ela concedeu a Jordy. Em seguida, o líder de Governo, Rodrigo Amorim (União), provocou Verônica, criticando a atitude da deputada contra Tia Ju.

“A senhora (dirigindo à Tia Ju) tem prerrogativa de conduzir a sessão da forma que lhe convém. E achei deselegante a deputada que disse que iria falar o que quisesse. A senhora é mulher, nordestina, tudo que eles usam para vitimismo”, disse Amorim, que ainda lembrou o regimento interno de que só dá direito à fala quando o deputado é citado.

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