O processo natural do envelhecimento e suas consequentes alterações fisiológicas demandam mudanças de hábitos alimentares para que sejam mantidas as boas condições de saúde. A nutricionista Letícia Gasparetoo orienta o que deve mudar, em entrevista na coluna Claudia Meireles, no Metrópoles.
Gasparetto explica que, com o passar dos anos, o metabolismo desacelera, a massa muscular diminui e a absorção de nutrientes pode ser menos eficiente. Por isso, é fundamental ficar atento à ingestão de macro e micronutrientes que atendam às necessidades específicas do organismo.
“Podem surgir deficiências de vitamina D, cálcio, vitamina B12 e ferro. Isso pode resultar de uma combinação de fatores, incluindo dieta inadequada, menor exposição ao sol e problemas de absorção”, explica.
Na avaliação da especialista, envelhecimento saudável é “aquele sem desnutrição”, que mantém as quantidades certas de gordura e músculos no corpo para a realização de atividades essenciais, a exemplo da caminhada. Por isso, é fundamental incluir proteínas, carboidratos e gorduras boas nas refeições.
Bife de filé-mignon, ovo cozido, coxa de frango, feijão preto e sopa de lentilha são alguns dos alimentos citados pela profissional ricos em proteínas.
Nos micronutrientes, iguarias com vitaminas e minerais não podem faltar, segundo Leticia. “A vitamina C apoia o sistema imunológico e a vitamina A ajuda na vitalidade dos olhos. Minerais, como o cálcio, são necessários para a resistência dos ossos. Cada um desempenha papéis específicos na manutenção da saúde e prevenção de doenças”, explica.
Além de mudanças na alimentação, a pratica de atividade física ao longo da vida é decisiva, de acordo com Gasparetto, para ser um “idoso firme e ágil”.





