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Cobrado por contas de ‘Dark Horse’, Flávio Bolsonaro se irrita e cobra explicação de Lula

Em evento em SP, pré-candidato reage a perguntas sobre verbas de longa-metragem e diz que presidente é quem deve explicações sobre relação com Vorcaro

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O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, se irritou na noite desta segunda-feira (24) ao ser questionado pela imprensa se vai apresentar o contrato firmado entre a produtora do filme ‘Dark Horse’ e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em maio, quando foram revelados os áudios de Flávio pedindo R$ 61 milhões ao banqueiro para a produção do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele havia prometido prestar contas em 30 dias.

Passados mais de três meses da promessa, o senador afirma que a produtora Go Up Entertainment, da empresária Karina da Gama, já prestou contas do filme e que os relatórios foram vazados pela imprensa. Ele negou ter recuado da promessa que fez em 19 de maio.

Reação de Flávio e cobranças a Lula

Diante da insistência dos repórteres na cobrança de transparência, o pré-candidato rebateu: “Não houve recuo nenhum. Eu vi a prestação de contas no g1. Dá um Google vocês no g1. A prestação de contas tá lá na matéria do g1 dizendo que a produtora gastou mais até que recebeu de investimento [de Daniel Vorcaro]. A prestação de contas foi feita dentro da investigação que está acontecendo em São Paulo e a própria imprensa vazou. Da minha parte eu digo, não sou eu que tenho que prestar conta, é o Lula, porque fez reuniãozinha escondida com Augusto Lima e o Vorcaro”, disse Flávio Bolsonaro.

O senador, que participou de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), irritou-se ao ser novamente questionado sobre o contrato. “Gente, olha só, vocês vão parar no tempo? O Brasil tá lambendo em chamas, todo mundo endividado, Brasil quebrado… e vocês querem insistir com uma relação privada, de um filme privado que não tem partilha pública de nada? Não adianta, vocês não vão me colocar na mesma página pública desse cara. Não vão me colocar. Hoje o governo Lula é que deve explicações. Vão cobrar explicações dele”, afirmou.

Investigações e perícia do filme

Em junho, a Go Up Entertainment declarou que o longa custou ao menos R$ 75,1 milhões, segundo documento no inquérito da Polícia Civil que investiga Karina Ferreira da Gama. A perícia contratada por ela aponta R$ 54 milhões gastos no exterior e R$ 20,9 milhões no Brasil (US$ 13,39 milhões), embora a obra tenha sido filmada no Brasil. O laudo não apresentou recibos ou notas fiscais.

Karina também é alvo de apuração por um contrato de R$ 108 milhões para instalação de wi-fi na periferia de São Paulo com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), situada no mesmo endereço da produtora. A Polícia e o Ministério Público investigam se houve uso de verba pública no financiamento do filme sobre o ex-presidente.

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