Coaf diz ao STF que não houve acesso ilegal a dados de ministros

Órgão enviou informação a Moraes em inquérito que apura possível quebra de sigilo; Receita ainda investiga atuação de servidores

A auditoria do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) concluiu que não houve acesso indevido a dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares. A informação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news na corte.

Em janeiro, o magistrado havia determinado que o Coaf e a Receita Federal realizassem uma apuração para identificar uma possível quebra ilegal de sigilo envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e pessoas próximas.

De acordo com fontes envolvidas na investigação, os acessos identificados pelo órgão de inteligência financeira ocorreram exclusivamente para fins funcionais, sem qualquer irregularidade.

Receita aponta acessos indevidos e auditoria segue em andamento

A análise da Receita Federal, porém, indicou em caráter preliminar que quatro servidores realizaram consultas consideradas injustificadas. Um deles é ligado ao Serpro. O relatório final da apuração deve ser enviado ao STF até o fim deste mês.

A varredura determinada por Moraes é ampla e envolve cerca de 100 pessoas relacionadas aos dez ministros da Corte. O objetivo é verificar se houve uso indevido de informações fiscais protegidas por sigilo.

As suspeitas iniciais levaram a Polícia Federal a deflagrar uma operação durante o carnaval para investigar a participação dos servidores e identificar possíveis motivações para vazamentos.

Investigação envolve inquérito das fake news e caso Banco Master

Segundo o STF, foram constatados “múltiplos acessos ilícitos” ao sistema da Receita, com posterior vazamento de dados sigilosos, o que motivou o aprofundamento das apurações.

O pedido de investigação foi feito dentro do inquérito das fake news, relatado por Moraes, e ocorreu em meio aos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

A investigação teve mudança de relatoria no Supremo após a revelação de que uma empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio realizou negócios com um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading