O Clube São Conrado de Voo Livre suspendeu todos os voos neste sábado (29), menos de 24 horas após a morte do coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima. O militar morreu depois de cair de parapente no mar de São Conrado, Zona Sul do Rio, nesta sexta-feira (28).
A principal suspeita é de que o equipamento tenha sido atingido por uma linha de pipa com cerol, conhecida como linha chilena. O caso é investigado pela 14ª DP (Leblon). A linha e outros materiais relacionados ao incidente serão periciados.
Segundo o Corpo de Bombeiros, militares do Grupamento Marítimo (GMar) de Copacabana receberam chamado às 13h59 para atender à ocorrência na praia, na altura da pista de pouso de asas-delta e parapentes.
‘Ato criminoso’
Álvaro foi encontrado em parada cardiorrespiratória e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. Apesar das tentativas de reanimação, ele não resistiu.
Em nota, o Clube São Conrado de Voo Livre classificou o episódio como um “ato criminoso causado por linhas de pipa com cerol / linha chilena na área de voo”. A entidade informou que possui imagens da pipa e que trabalha para retirar as linhas da região.
O clube também afirmou que o coronel teria servido de “escudo” para evitar que outro praticante de voo livre fosse atingido. Álvaro deixa esposa e quatro filhos e ainda não há informações sobre velório e sepultamento. Veja o vídeo do resgate:
Linha chilena: 600 denúncias no RJ
O uso de linhas com cerol ou linha chilena também é alvo de denúncias no Rio. Segundo o Linha Verde, do Disque Denúncia, foram registradas 600 denúncias sobre o uso desse tipo de material em 2026. Mais de 400 ocorreram na capital fluminense.
Em todo o ano de 2025, foram mais de 1,2 mil denúncias relacionadas à linha chilena.
Após o acidente, o Clube São Conrado de Voo Livre decidiu suspender as atividades e informou que este sábado seria dedicado à homenagem ao coronel. A entidade afirmou ainda que pretende tomar as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes para apurar o caso.







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