Deputados bolsonaristas, egressos do PSL, pretensos a se filiarem no PL fluminense terão de se definir: ou apoiam com firmeza e convicção o governador Cláudio Castro ou correm o risco de não obterem legenda para a disputar a reeleição. Não haverá tolerância com parlamentares que se mostrarem hesitantes ou dúbios nas votações de interesse do governo, tanto na Alerj como na Câmara, em Brasília. Castro está disposto a exercer o poder de veto na distribuição de legendas diante de eventuais infiéis de sua base.
A situação de alguns parlamentares do PSL é absolutamente irreconciliável. Castro vetou terminantemente o ingresso no PL do deputado federal Sargento Gurgel e da deputada estadual Alana Passos – ambos críticos implacáveis do governador. Os dois receberam cartão vermelho do Palácio Guanabara e não há espaço para recomposição.
Na última visita de Bolsonaro ao Rio, o deputado Sargento Gurgel tentou uma aproximação. Não foi bem sucedido. Castro o ignorou publicamente – por conta das rudes e frequentes críticas que parlamentar lhe desferiu nos últimos anos. Gurgel tem enviado recados, tentando se recompor. A despeito das tentativas, o veto do governador a sua filiação foi mantido.
Uma fonte do Palácio Guanabara afirmou, nesta quarta-feira, que os cinco deputados estaduais que cogitam se filiar ao PL – Filipe Poupel, Márcio Gualberto, Dr. Sérginho, Rosane Felix e Anderson de Moraes – estarão também sujeitos ao discricionário crivo político do governador. Se não tiverem um comportamento que mostre nítido alinhamento com governo, terão problemas para a obtenção de legenda.






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