O governador Cláudio Castro determinou, no começo da tarde desta quinta-feira (12), a exoneração de cinco funcionários e três servidoras que foram contratadas irregularmente pela Secretaria de Trabalho e Renda do RJ. A informação foi dada pelo jornalista Edimilson Ávila no telejornal RJ1, da TV Globo.
O secretário de Trabalho e Renda do Estado do Rio de Janeiro, Patrique Welber, nomeara pelo menos cinco pessoas da família na pasta que comanda e, na quarta-feira (11), afirmou que iria investigar as três funcionárias que trabalham irregularmente na sede do partido Podemos, em vez de dar expediente na secretaria; todos eles agora exonerados por ordem do governador.
Patrique foi nomeado para o cargo em setembro do ano passado, com o objetivo de promover o emprego em tempos de crise. Menos de duas semanas depois, a secretaria que comanda já tinha contratado uma pessoa da própria família e duas da família da esposa.
Daniele Neiva Barbosa Pinto foi nomeada no dia 14 de setembro. Ela é prima de Vivian Neiva, esposa do secretário. A mulher dela, Francisca Regina Duarte Vieira, também foi nomeada no mesmo dia.
No dia 15 de setembro, o secretário nomeou o próprio primo, Marcus Vinícius Atella Bastos.
Este ano, outros dois primos foram contratados como motoristas: William Rey Nogueira Atella Neto e Wallace Domingos da Silva Atella.
Juntos, todos custam mais de R$ 24,2 mil por mês aos cofres do estado.
As exonerações de Marcus Vinícius, William e Wallace já foram publicadas.
Por telefone, na quarta, Welber afirmou que no caso da nomeação dos primos, não há nepotismo para parentes de quarto grau.
Desde quarta, outras nomeações de Welber estão sendo investigadas a pedido do próprio secretário. O RJ1 revelou que três servidoras nomeadas em cargos de confiança dão expediente no Podemos, partido ao qual Patrique Welber é filiado.
“Existem três funcionárias que nunca apareceram aqui para trabalhar, só vêm para assinar o ponto. A Maria do Livramento, a Maisa e a Zoraia. Essas três, elas ficam especificamente trabalhando lá no Podemos. Nunca trabalharam nenhum dia sequer dentro da Setrab. Sempre trabalharam dentro do partido”.
Cristina Costa, a presidente do Podemos Mulher; Maísa Rodrigues e Maria do Livramento aparecem em vídeos publicados nas redes sociais trabalhando na sede do partido.
As exonerações de Cristina, Maísa e Maria também foram publicadas.
Depois da exibição da reportagem pelo RJ1, o Podemos Mulher apagou o perfil no Instagram que as mostrava trabalhando na legenda e não na secretaria. A própria Maísa Rodrigues admitiu que trabalhava no Podemos e não soube dizer porque quem pagava o salário era o Governo do Estado do Rio de Janeiro.
O secretário Patrique Welber, que é presidente estadual do partido, afirmou que vai investigar onde as assessoras nomeadas por ele trabalham. Ele acumula o cargo de chefe de todas elas nas duas funções. Um pedido de entrevista foi feito, mas a secretaria não respondeu até o fim desta reportagem.
Por telefone, nesta quarta, Welber afirmou que vai investigar as subordinadas.
“Eu assim que soube, já mandei instaurar um procedimento, um inquérito administrativo, para identificar se há ou não irregularidade. Exemplo: se ela no seu momento de folga, estiver ido ao partido fazer serviços voluntários para o partido, beleza, não vejo crime. Se ela, no horário de trabalho em que ela deveria estar na secretaria, não estava na secretaria, mas no partido, aí vai ser sumariamente exonerada. Punida com a exoneração. Eu não concordo e não corroboro com isso”, afirmou o secretário.
Em algumas das publicações nas redes do Podemos Mulher, o secretário foi marcado. Em uma delas, as três descrevem uma rotina no partido de “festa, comemoração, filiação, reunião, planejamento e muita troca de experiências no partido”.






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