O cirurgião plástico Bolívar Guerrero da Silva teve a prisão mantida, nesta terça-feira (19), após audiência de custódia. O médico é suspeito de impedir a transferência de uma paciente como forma de ocultar o estado de saúde da mulher, que havia se submetido a cirurgia de abdominoplastia e mamoplastia no Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A decisão é da juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da Central de Audiência de Custódia (CEAC) de Benfica. A magistrada ressaltou que o médico foi preso em decorrência do cumprimento de mandado de prisão temporária expedido pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias que está dentro do prazo de validade.
A juíza negou ainda o requerimento da defesa pela revogação da prisão. “Cabe à CEAC, portanto, avaliar tão somente a regularidade da prisão e a validade do mandado de prisão, além de determinar a apuração de eventual abuso estatal no ato prisional. Sendo regular o ato prisional e o mandado de prisão, no caso concreto, a pretensão defensiva deve ser dirigida ao juízo natural ou ao órgão recursal competente. Ante o exposto, indefiro o pedido defensivo, que poderá ser apreciado a critério do juízo natural”, completou.
Preso temporariamente por lesão corporal grave, associação criminosa e cárcere privado de uma paciente no Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o cirurgião plástico equatoriano Bolívar Guerrero Silva, de 63 anos, possui diversas condenações a pagamentos de indenizações por danos morais decorrentes de erros médicos. Nas ações, mulheres relatam danos estéticos causados por procedimentos realizados na mesma unidade de saúde particular, como queimaduras, cicatrizes e até buracos na pele.






Deixe um comentário