O Cine Odeon, na Cinelândia, no Centro do Rio, voltará a ter sessões regulares a partir do dia 29 de outubro. A sala, inaugurada em 1926 e que há mais de seis anos vinha funcionando apenas de forma esporádica, retomará a programação diária, de segunda a segunda.
A reabertura ocorre por meio de um acordo entre a RioFilme e o Kinoplex, proprietário do cinema, dentro do programa Reviver Cinema, lançado pela Prefeitura do Rio em setembro. Para o Odeon, o termo de cooperação prevê um subsídio de R$ 1 milhão por ano.
Programação terá filmes nacionais e comerciais
A proposta é manter mais de um filme em cartaz por dia, reunindo produções comerciais, nacionais e títulos de perfil cult. Aos fins de semana, pelo menos uma das películas exibidas deverá ser brasileira.
Também estão previstas sessões gratuitas destinadas exclusivamente a alunos e professores da rede municipal de educação.
A retomada da programação ocorre enquanto o Odeon segue como um dos principais espaços do Festival do Rio. O anúncio da reabertura foi feito pelo secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, durante a sessão de gala que abriu a 28ª edição do festival, na noite de quinta-feira.
Reabertura exige ajustes no projetor e na tela
Segundo a Prefeitura do Rio, as intervenções necessárias para a retomada comercial do cinema são pontuais. Os trabalhos incluem ajustes no projetor e na tela, que serão realizados pelo Kinoplex.
A primeira sessão da nova fase do Odeon já tem filme definido. A programação de reestreia será aberta com “As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você”, produção brasileira estrelada por Any Gabrielly e Giulia Be e baseada no livro homônimo de Fernanda de Castro Lima.
Cinema tem 100 anos de história na Cinelândia
Inaugurado em abril de 1926, o Cine Odeon é um dos últimos cinemas de rua em funcionamento na região da Cinelândia. O espaço passou a fazer parte da história cultural do Rio e recebeu eventos, festivais e lançamentos ao longo de décadas.
A sala também é um dos palcos tradicionais do Festival do Rio. A região, que chegou a reunir oito cinemas, hoje tem no Odeon seu último representante desse período.
Para Lucas Padilha, a retomada da programação está relacionada ao projeto de revitalização do Centro e à intenção de consolidar a Cinelândia como polo cultural.
— O Rio tem equipamentos culturais que são referência para a experiência artística brasileira. O Odeon é o cinema do Oscarito, do Grande Otelo, da Marília Pêra. E o Odeon, agora, será também o cinema de muitas novas gerações — afirmou o secretário.
A reabertura também é tratada pelo Kinoplex como uma forma de preservar a importância histórica do imóvel e ampliar novamente o acesso do público às sessões no Centro do Rio.







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