Cientistas da UFRJ alertam para contaminação extrema nos rios de Angra dos Reis

Estudo detecta coliformes fecais até 70 vezes acima do permitido, além de metais pesados e bactérias super-resistentes

Os rios de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, estão em situação crítica e representam risco direto à saúde pública, informa Ancelmo Gois em sua coluna no jornal O GLOBO. É o que revela um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que identificou contaminação severa nas águas doces da região. Os dados são alarmantes: níveis de coliformes fecais até 70 vezes superiores ao limite legal, presença de bactérias resistentes a múltiplos antibióticos e concentração elevada de metais pesados como chumbo e alumínio.

A pesquisa, liderada pelo biólogo Fabiano Thompson e publicada na revista Science of The Total Environment analisou amostras de diversos rios que desembocam no litoral de Angra dos Reis, destino turístico conhecido por suas praias e ilhas paradisíacas.

Os cientistas alertam que a situação já compromete o uso recreativo da água, como o banho e esportes náuticos, e pode afetar também a cadeia produtiva ligada ao turismo e à pesca. “Estamos falando de rios impróprios até para um mergulho”, afirmou Fabiano Thompson, um dos coordenadores do projeto.

Segundo o levantamento, apenas 33% da população de Angra dos Reis têm acesso a coleta e tratamento de esgoto, o que agrava a poluição dos cursos d’água e favorece a proliferação de patógenos.

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